Editorial

Brasil de Pelotas, dez anos depois

12 de Janeiro de 2019 - 10h57 0 comentário(s) Corrigir A + A -

As cicatrizes deixadas pelo acidente com o ônibus do Brasil de Pelotas, em 15 de janeiro de 2009, jamais vão fechar. Estarão para sempre na memória dos atletas, de suas famílias, dos torcedores e da região. Mesmo quem não acompanha o mundo do futebol costuma parar e refletir sobre o que aconteceu naquela curva da alça de acesso da RS-471 à BR-392, e como a tragédia mudou para sempre as vidas dos jogadores, da comissão técnica e de quem estava no ônibus.

O Diário Popular passou os últimos meses de 2018 empenhado em resgatar os personagens deste episódio que, antes do acidente do avião com a Chapecoense, despontava como o mais grave envolvendo uma equipe esportiva no país nas últimas décadas. Colocou o Xavante sob o olhar dos brasileiros que, mesmo distantes e desassociados do clube, lamentaram as mortes e os dramas dos sobreviventes.

Uma décadas depois, o Brasil é outro. Conseguiu superar a pior página de sua história e, ainda, alcançar um patamar importante, como chegar à Série B do Brasileirão, disputar uma final do Campeonato Gaúcho, ano passado, e dar início ao projeto de modernização do estádio Bento Freitas (necessidade que precisa avançar). Tornou-se forte na dor e aglutinou ainda mais sua torcida apaixonada.

O acidente interrompeu projetos pessoais e profissionais, alterou o curso de vidas e exigiu o recomeço de muitos que estavam naquele ônibus e também das pessoas ligadas a cada integrante da equipe. Estabeleceu uma nova era no Brasil de Pelotas, marcada pelo fortalecimento pós-trauma.

Ador deixada jamais irá desaparecer. Com o passar do tempo, amenizada. Mas para sempre estará presente na história de um clube que tirou das lágrimas a força para dar a volta por cima.

A série publicada pelo Diário Popular resgata esses relatos, dez anos depois do dia que não acabou.


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