Editorial

BR-116. Até que a obra seja entregue

29 de Outubro de 2019 - 08h24 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Era 20 de agosto de 2012 e com grande alarde pelos governantes da época anunciava-se a ordem de início para a execução das obras de duplicação da BR-116, trecho entre Guaíba e Pelotas, e da BR-116/392, o chamado Contorno Pelotas. Com previsão de investimentos de R$ 780 milhões, mais R$ 173,9 milhões após 2014. Quase R$ 1 bilhão de recursos, com previsão de entrega em três anos, ou seja, 2015.

O resto dessa história todos os moradores da Metade Sul do Estado já conhecem. Chegará 2020, cinco anos depois do prazo inicial dado pelo governo federal, e a duplicação da rodovia que une a região à capital não estará concluída. Trechos já foram liberados para o uso pelos motoristas, mas quem percorre o caminho entre Pelotas e Porto Alegre percebe o quanto ainda precisa ser feito. Ou seja, há trabalho para vários meses pela frente.

A mobilização dos municípios e a pressão sobre a bancada gaúcha em Brasília fizeram com que o projeto não ficasse pelo meio do caminho. Foi fundamental que lideranças de vários segmentos, políticos, empresariais e entidades de classe, deixassem de lado suas diferenças e uniformizassem o discurso, num coro que passou a ser ouvido e respeitado. Se hoje já percorremos caminhos com mais segurança, é porque conseguimos trabalhar juntos. Eis a receita para muitas outras conquistas, diga-se.

A duplicação da BR-116 não pode parar. Deve continuar na mira de todos e na agenda daqueles que percebem o quanto é fundamental ao desenvolvimento, principalmente da Zona Sul, ter uma estrada mais segura, por onde, diariamente, cruzam dez mil veículos em circulação, sendo 70% deles caminhões - e de fácil deslocamento.


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