Editorial

Alerta ao cigarro eletrônico

14 de Setembro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A morte de seis pessoas nos Estados Unidos e a internação de outras 450, vítimas do uso de cigarros eletrônicos, fizeram com que médicos e especialistas pedissem ao governo americano a suspensão imediata do produto até que uma resposta concreta sobre os motivos dos óbitos e dos atendimentos, envolvendo doenças pulmonares, seja dada. No Brasil, o cigarro eletrônico é proibido desde 2009, mas seu uso é observado no dia a dia, sem qualquer controle.

Aqui, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) já alertava em 2016 para o problema. Naquele ano, a publicação Cigarros eletrônicos: o que sabemos?, elaborada pela especialista em dependência química Stella Regina Martins, em parceria com o Inca e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), era clara: "os dispositivos eletrônicos de fumar não são seguros para inalação". O trabalho encontrou nos líquidos usados nos dispositivos substâncias citotóxicas, carcinogênicas, irritantes, causadoras do enfisema pulmonar e de dermatite, e de 0 mg a 36 mg de nicotina por mililitro - no cigarro normal é permitido apenas 1 mg de nicotina por mililitro.

Frente aos episódios registrados nos Estados Unidos e à série de dúvidas em torno do tema, a Anvisa voltou a destacar o posicionamento do país no uso do aparelho. "Desde 2009 são proibidas a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) no Brasil, conforme estabelece a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 46/2009."

Porém, a venda do aparelho é facilmente identificada, principalmente em sites na internet, onde o consumidor encontra várias opções e preços, apesar de a agência anunciar que, em caso de irregularidades, como a comercialização, a propaganda e a importação ilegal desses produtos, qualquer um pode denunciar através dos canais de atendimento.


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