Editorial

Ações para a vida toda

15 de Novembro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Mais atividades físicas e alimentos saudáveis, e menos TV, celular ou videogame. Eis a frase que resume a campanha lançada pelo Ministério da Saúde, de prevenção e controle da obesidade infantil. A ideia é alertar e orientar as famílias para a importância de se estimular e formar hábitos saudáveis durante a infância, cortando assim os efeitos do problema na fase adulta.

A proposta foi construída a partir da necessidade de se combater cenários preocupantes, como o excesso de peso entre as crianças brasileiras e as mudanças na forma de se alimentar. A população trocou os alimentos naturais, como frutas e verduras, por aqueles ultraprocessados, com altas quantidades de sal, gordura e açúcar.

Estudos já associaram o consumo dos ultraprocessados com o excesso de peso. De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) 2018, a frequência de ingestão desses alimentos é altíssima desde os primeiros meses de vida.

Além disso, a prática de atividade física se alterou no Brasil. Entre 2001 e 2016, o país foi um dos com maior prevalência de atividade física insuficiente, longe daquilo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda: crianças menores de um ano devem fazer até 30 minutos de atividades físicas diárias, como engatinhar, movimentar os braços e ficar de barriga para baixo. De um a dois anos, até 180 minutos por dia; entre três e quatro anos, os mesmos 180 minutos por dia, sendo que 60 minutos devem ser de atividades físicas moderadas ou vigorosas. Já as maiores de cinco anos devem fazer 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada.

Isso significa, também, deixar o comportamento sedentário de lado, e sair da frente das telas de computador, televisão, smartphones e tablets. E àqueles que ainda não compreenderam, nenhuma das orientações terá efeito se os pais ou responsáveis continuarem omissos em relação ao que precisa ser feito. A mudança não acontecerá sozinha, sem a participação de todos que vivem nos lares.

 


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