Editorial

A três meses das urnas

15 de Agosto de 2020 - 08h01 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Começa neste sábado a contagem regressiva para o primeiro turno das eleições municipais 2020, cujo calendário foi alterado pela situação de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A partir de agora, serão 90 dias até a ida às urnas, quando Pelotas, Rio Grande, os municípios da Zona Sul e todos os demais (5.569 no país) irão definir os próximos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Diferentemente dos pleitos anteriores, a campanha eleitoral irá ocorrer ainda sob efeito das regras de cada cidade para tentar controlar a curva pandêmica da doença, que deve alcançar o período mais delicado, em total de casos e óbitos, nas próximas semanas, segundo estimativas. Isso irá reduzir o contato direto dos candidatos com os eleitores, sem aqueles cenários do passado, de caminhadas nos bairros, apertos de mão, beijos e abraços, discursos e constantes participações em eventos, com muita aglomeração. E o pior que pode acontecer a um postulante a cargos no Executivo ou Legislativo é, em plena campanha, ser diagnosticado com o novo coronavírus.

No caso de Pelotas, a definição de quem irá concorrer continua em processo de negociação. Por enquanto, o cenário mostra mais incertezas do que convicções, com vários partidos dividindo o mesmo discurso: “Podemos ter candidatura própria, mas não descartamos…” Dúvidas, aliás, que logo chegarão ao fim, a partir da data final para se decidir.

Serão as eleições da pandemia e das redes sociais, e a população terá de ficar atenta. Principalmente à quantidade de informações falsas que deverão circular. E tentar perceber o quanto o momento atual será usado como bandeira política. Um problema mundial, que tornou 2020 diferente e exigiu de todos a reinvenção. Logo, nenhum político poderá dizer, como se ouviu bastante no passado, para outras situações, que “eu teria feito diferente”. Porque o passado não volta e os próximos prefeitos e vereadores assumirão com uma única certeza: a eles caberá trabalhar e planejar o futuro de suas cidades, ainda sob a sombra do novo coronavírus.


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