Editorial

A sujeira da praia do Laranjal

12 de Fevereiro de 2019 - 09h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Quem chegou cedo à praia do Laranjal ontem - ainda estamos em pleno veraneio - ficou estarrecido com o que viu. Lixo acumulado e sujeira em toda a extensão da orla. Um cenário desolador às pessoas que escolheram os balneários para passar a época de calor ou simplesmente para quem saiu da cidade com a ideia de aproveitar o amanhecer na beira da Lagoa dos Patos.

Eram 9h30min quando quatro turistas, vindos da Serra e com destino a São José do Norte, estacionaram o carro e caminharam pela areia até a água. Lá, encontraram a carcaça de um animal morto, sem identificação que tipo de bicho era, pelo avançado estado de decomposição. Os dois casais retornaram ao calçadão e foram embora. Um passeio que não durou 15 minutos.

Também nesse horário, os primeiros funcionários da limpeza - menos de cinco, pouquíssimo para uma praia tão grande, diga-se - começaram a aparecer. Num ritmo lento, juntaram os sacos das lixeiras e outros largados ao lado e os colocaram no canteiro da avenida. E assim fizeram, sem muita pressa. Antes das 10h nenhum caminhão havia passado ainda para fazer o recolhimento, enquanto eles seguiam com a ação no sentido do trapiche. Já toda a sujeira deixada na areia e aquela largada nos troncos das figueiras e no meio-fio, ninguém recolheu no período da manhã.

Definitivamente, a velocidade da limpeza do Laranjal não é a mesma velocidade dos veranistas, que se planejam e esperam chegar e encontrar um ambiente ideal, principalmente após os fins de semana de intenso movimento. Como acontece em outras praias, onde o turista e os moradores observam outro modelo de serviço. Vislumbram desde cedo mutirões em plena atividade, com dezenas de funcionários fazendo pente-fino na areia, caminhões e caçambas circulando juntos, carrinhos de mão cheios, num trabalho rápido e eficaz. Modelo que serve para qualquer praia, principalmente a do Laranjal.

Os funcionários da limpeza são os menos culpados. A eles é repassado o que fazer e isso eles cumprem. Já a população tem grande parcela de culpa. Se cada um cuidasse do seu lixo, metade ou mais desse problema estaria resolvida. Ao Poder Público, é preciso rever o olhar sobre os balneários nesse quesito. Várias e boas atividades são oferecidas durante o verão, mas algumas ações são básicas. E a limpeza, definitivamente, é uma delas.


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