Editorial

A primeira PPP é da luz

12 de Novembro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Você está disposto a pagar por uma nova contribuição ao município para ter, como retorno, uma cidade mais iluminada? O assunto ganha força a partir na hoje na Câmara de Vereadores de Pelotas, quando começam a tramitar os dois projetos de lei, da prefeitura, para tentar viabiliza no município a contribuição de iluminação pública.

A pergunta acima é um dos principais argumentos do governo para tentar conquistar apoio da população a um tema que o próprio Executivo considera espinhoso - criar uma nova obrigação ao contribuinte -, porém, vê como alternativa viável para tornar os bairros mais iluminados e seguros e, ao mesmo tempo, saldar uma dívida milionária com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que custa aos cofres públicos em torno de R$ 700 mil todos os meses.

A iluminação pública é hoje a líder de reclamações e cobranças que chegam à prefeitura, o que demanda um esforço diário dos servidores em tentar dar contar de tantos pedidos. E quando se resolve o problema de um lado, outros já entram na lista de espera. Vai da aquisição de material à troca de lâmpadas e peças que apresentam defeito. E quando algum prazo de entrega das compras atrasa, a espera da população só aumenta.

O município quer um voto de confiança dos moradores à proposta, mas não será fácil. É um tipo de situação que, quanto mais cada um se informar a respeito, melhor será na tomada de decisão. Sim, ninguém gosta de pagar novos impostos, taxas, tarifas, tributos. Já se paga demais. E sim, também, ninguém gosta de circular por locais escuros, com forte sensação de insegurança.

O modelo de iluminação sugerido pela prefeitura já opera e pode ser checado em alguns locais da cidade, como a rua General Osório, o Calçadão e a saída para Rio Grande, pelo Simões Lopes, locais onde as lâmpadas de LED foram implantadas.


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