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A massa cinzenta e Einstein - Parte 1

22 de Janeiro de 2022 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Rubens Amador, jornalista

Fomos feitos de certa massa. Um material tão especial que é igual ao corpo do Deus homem. Dentre este material que fomos construídos, uma parte é altamente nobre: a massa cinzenta! É lá que se define o ser humano como uma figura diferenciada de todo ser vivo. É certo que a formiga "pensa", pois ela evita um fogo crepitante, desviando-se. Todo animal, bem sabemos do quanto ele é capaz em entendimento. O rato foge, a barata foge ante os perigos que se apresentarem para eles. Mas tudo com uma oceânica limitação, é apenas um instinto de conservação que os faz racionalizar.

Os macacos, segundo os estudiosos, são os seres mais próximos de nós. Mas por que eles não avançaram - estacionaram há milênios - enquanto quase no mesmo período obtivemos a capacidade da fala, do sentimento, e do pensamento criador? É aqui que talvez resida a razão de uma frase que Einstein pronunciou: "Há duas maneiras de viver uma vida: a primeira é pensar que nada é um milagre, a segunda é pensar que tudo é um milagre. Do que estou seguro é que Deus existe!"

Sim, uma Criatura superior a tudo que nossa capacidade seja capaz de entender, foi o Maestro que dirigiu com tanta sapiência a formação do mundo como o conhecemos - e de nós próprios - humanos. Einstein foi uma das cabeças mais perfeitas da espécie humana que surgiu até hoje, tanto que seu cérebro foi preservado para estudos e medições que têm sido feitos. Einstein deve ter chegado à conclusão que chegou, não só como filósofo, mas como cientista.

A ciência pode explicar a existência de Deus, percebe-se, ante a afirmação do grande semita. Os teoremas mais sofisticados, as conclusões metafísicas, a filosofia, o pensamento cartesiano, são as bases da fé de uma criatura, mesmo que ela possua apenas singelos conhecimentos. Ela crê, porque sente que sua alma se encontra consigo mesma nos momentos difíceis de dor ou felicidade. Emoções que não são concedidas aos chamados irracionais. A questão da fé, este conjunto de dogmas e doutrina que constitui um culto, tem como primeira virtude teológica, adesão e anuência pessoal a Deus, seus desígnios e manifestações.

Aqui, a expressão "manifestações" tem muito a ver com a doutrina de Alan Kardec, respeitável estudioso, nas respostas que obteve ante suas fervorosas conclusões e estudos; pois nós humanos estamos a sentir a todo o momento a presença de Deus, quer nos livrando do perigo, quer nos ajudando a vencer uma dor intensa, e até nos surpreendendo com essas manifestações, com as quais os cientistas se deparam também, só que as ordenam de forma diferente de nós pelos seus elevados conhecimentos, caso do homem que falo neste artigo.


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