Opinião

A Lição da Apollo 10

06 de Agosto de 2022 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Thaís Russomanno
Médica especializada em Medicina Espacial

O Museu de Ciências de Londres, o Science Museum, enche os olhos dos amantes da matemática, física, astronomia, medicina, aviação e engenharia. Espalhados por três andares, encontram-se instrumentos, equipamentos, aviões, naves e roupas espaciais, locomotivas, relógios, calculadoras e carros. Tudo à disposição do visitante por absolutamente nada.

Logo na entrada, pode ser visto um trem de pouso de um avião A340. Imenso, esse naco do Airbus já deixa o visitante boquiaberto. E isso é só o começo! Na Space Gallery, encontra-se, entre roupas de astronautas, satélites, foguetes, histórias de cientistas famosos e infindáveis vídeos de missões espaciais, o módulo de comando da missão Apollo 10. E é a nave original, aquela que em 1969 orbitou a Lua, abrindo caminho para o pouso da Apollo 11, no dia 20 e julho do mesmo ano.

A missão Apollo 10 saiu como planejada. Assim, no dia 18 de maio de 1969, a nave foi lançada ao espaço pelo foguete Saturno 5 da plataforma Pad-39-B do Kennedy Space Center, na Flórida. A nave espacial com seus três astronautas partiu sem atrasos. A missão Apollo 10 duraria exatos oito dias. E assim foi! No dia 26 de maio de 1969, a missão terminou.

Nesse museu, há uma placa sobre a missão Apollo 10 que registra o maior legado deixado pela ciência espacial para a humanidade. E ela diz: “O nascer da Terra, vista da Lua, a cerca de 400 mil quilômetros de distância, mostra como nosso planeta é frágil e como seus recursos naturais são esgotáveis”. E essa visão teve o poder de mudar para sempre a ideia que o ser humano tem sobre o seu próprio lar cósmico.


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