Editorial

A droga avança

11 de Fevereiro de 2019 - 09h26 0 comentário(s) Corrigir A + A -

As ações e os números da polícia em Pelotas nesse início de 2019 mostram que as drogas avançam com força no quarto maior município do Rio Grande do Sul. As apreensões deixaram de ser em pequenas quantidades e passaram a ser medidas em quilos e, não raro, toneladas.

As prisões de traficantes e quadrilhas revelam que a Zona Sul se tornou um dos principais polos da venda de entorpecentes no Estado. No caminho para o Uruguai, a região é área de passagem entre o Brasil e o país vizinho.

Junto com a droga vem outros crimes, como assaltos, furtos, roubos, ataques a bancos e assassinatos. Tudo para sustentar uma rede que não para de crescer e disputar territórios. E descartar quem não compactua com a “lei” dos traficantes.

Uma das maiores preocupações que as autoridades e a sociedade devem ter em relação ao problema é a chegada das drogas aos jovens. São eles os personagens principais que caminham nessa linha divisória entre a vida saudável e o início do consumo. Quando as drogas vencem, um menino ou menina deixa de estudar, de conviver no ambiente familiar, de sonhar e planejar seu futuro, de lutar por ideais. E passa a constituir um drama para o país onde, cada vez mais, os entorpecentes destroem famílias.

O recente envio de um esboço de projeto que atualiza a lei antidrogas no Brasil flexibiliza o consumo em determinadas quantidades. A questão, porém, não é apenas essa. Mais do que legalizar algumas situações, é importante fazer com que menos pessoas passem a ser usuárias. Nesse ponto, torna-se fundamental a ação do estado com programas, ações e atividades que previnam e, ao mesmo tempo, resgatem aqueles que já são personagens desse drama. E também aqueles que desejam tratamento e abandonar o vício.


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