Editorial

A desinformação e a Covid-19

02 de Dezembro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Entre as barreiras que vêm contribuindo para dificultar o combate ao novo coronavírus, uma se destaca por comprometer a arma considerada ideal na luta contra a pandemia: a informação. No caminho contrário dessa necessidade, manter-se desinformado apenas aumenta o risco para toda a sociedade. E mais ainda a um público específico, formado por pessoas com mais idade.

O alerta é feito pela ONU Brasil. Para a entidade, "os idosos - um dos grupos de risco da Covid-19 - são vítimas mais frequentes desse mal, pela falta de intimidade com as interfaces tecnológicas e a dificuldade em identificar fontes confiáveis num ambiente que não é muito familiar."

A psicóloga Debora Noal, pesquisadora sobre saúde mental na Covid-19 pela Fiocruz que participou de uma live realizada no canal da ONU no Youtube, lembrou que os idosos nasceram em um mundo onde as referências eram outras e, hoje, com a velocidade das informações, vem junto a descrença e a sensação de desatualização.

Para eles, lembra a psicóloga, é mais difícil encontrar meios de checar e confrontar as informações com o embasamento científico. Por isso, tornam-se importantes iniciativas que os ajudem a vencer esse momento. No país, por exemplo, o Núcleo de Estudos da Terceira Idade da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveu um curso sobre fake news às pessoas com mais de 50 anos, assim como a Fiocruz, no Rio de Janeiro, realiza o curso Saúde Comunitária: Uma Construção Para Todos.

Abrir esses caminhos, assim, não se torna apenas um momento de atualização para público específico, mas permite que homens e mulheres ampliem a capacidade de prevenção e não corram riscos desnecessários.


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