Editorial

A crise na hora de decolar

07 de Agosto de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O anúncio da companhia aérea Latam, de demitir 2,7 mil funcionários por causa da crise no setor frente à pandemia do novo coronavírus, confirma aquilo que a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) divulgou, através de pesquisa, de que a maioria das empresas de aviação irá enxugar seu quadro de trabalhadores nos próximos 12 meses. O motivo é um só: as pessoas deixaram de usar o serviço, em todo o planeta, pelo medo de se contaminar e também pelo fechamento dos países aos visitantes. A médio prazo, o que existe no espaço aéreo é apenas incerteza.

Em comunicado, a Iata informou que chega a 55% o total de companhias aéreas consultadas que "espera reduzir seus funcionários nos próximos 12 meses" devido à baixa demanda de passageiros. O questionário foi enviado a 300 grupos aéreos do mundo. Mais ainda, 45% já reduziram suas equipes e 57% esperam uma queda da receita no próximo período de um ano.

A expectativa de recuperação do setor também é lenta. Estima-se um retorno do nível do tráfego aéreo _ antes da crise - apenas em 2024.

No caso da Latam, a empresa propôs a redução permanente dos salários de seus funcionários, o que foi rejeitado pelos trabalhadores. Em sua justificativa para a decisão, a empresa argumentou que "as circunstâncias excepcionais causadas pela pandemia resultaram em um colapso na demanda global que não apenas levou a aviação a praticamente uma paralisação, mas também mudou o setor para o futuro próximo". Pesa ainda contra o Grupo Latam o processo de recuperação judicial em curso nos Estados Unidos.

Por aqui, perderão o emprego 315 comandantes, 349 copilotos e 2.058 comissários de voo. Além disso, já aderiram ao programa de demissão voluntária 139 comissários, 33 comandantes e sete copilotos.


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