Editorial

A ajuda ao transporte público

11 de Agosto de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

O setor de transporte público estará de olho, hoje, nas atividades da Câmara dos Deputados, em Brasília, onde deverá ser votada a proposta que prevê socorro às empresas atingidas pela pandemia. A ideia do projeto em análise é destinar ajuda financeira de R$ 4 bilhões aos sistemas de ônibus e metrô das regiões metropolitanas e dos municípios com mais de 300 mil habitantes _ no caso da Zona Sul, Pelotas.

A ideia é fechar em um texto semelhante ao que beneficiou as companhias aéreas, também impactadas pela falta de demanda. Assim, o dinheiro da União só será liberado por meio de termo de adesão, que terá de ser firmado pelas concessionárias. No caso de empresas públicas ou de economia mista, não poderão ser contempladas com a ajuda.

O parecer do relator da proposta, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), foi apresentado na última quarta-feira. Porém, com pressões, principalmente pela necessidade de as empresas receberem uma ajuda bilionária e terem de honrar suas contrapartidas.

Em Pelotas, desde o início da pandemia e com as constantes decisões em torno da movimentação de pessoas e do abre-fecha do comércio, o fluxo de passageiros despencou e a volta ao "normal" tem sido lenta. Em reportagem publicada pelo Diário Popular, o Jornal mostrou que entre maio e junho, o aumento de usuários foi de apenas 10%. E diariamente, cerca de 33 mil pessoas utilizaram os ônibus, o que representa 30% dos passageiros que recorriam ao serviço anteriormente.

A alternância dos cenários, assim, tem levado o Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas a adaptar periodicamente os horários dos ônibus, para atender a uma demanda que hora aumenta pouco e hora volta a diminuir. Até o ano passado, a média de passageiros na cidade girava em torno de cem mil por dia, número que, no início da crise, despencou para 17 mil/dia.


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