Editorial

A água é para todos

31 de Outubro de 2019 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A água sempre foi pauta nas campanhas eleitorais. Nem sempre com a atenção que merece, com foco na gestão e em projetos para as cidades, e quase sempre como ferramenta de ataque aos adversários políticos, acusados de fazer menos aqui e ali. Como se o serviço de abastecimento tivesse bandeira partidária. E esse assunto está próximo de voltar, ano que vem, quando os candidatos às prefeituras voltarão a falar do assunto.

Considerar a água um bem público, direito universal, é o ponto de partida para qualquer um que pensa em servir a sua comunidade. Fazer com que cada vez mais famílias tenham acesso ao serviço de forma segura, sem risco à saúde. Investir na universalização, traçar metas viáveis e executá-las.

Apostar forte no tratamento da água e em sua democrática distribuição é colher também bons frutos em outras áreas, atingidas direta e indiretamente quando o produto que sai das torneiras é de qualidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada R$ 1,00 investido em saneamento, gera-se R$ 4,00 de economia na saúde. Para se ter uma ideia do impacto disso na vida no país, em 2013 o Brasil registrou mais de 14,9 milhões de afastamentos, causados por diarreia ou vômito. Naquele ano, as pessoas afastadas por doenças gastrointestinais ficaram longe de suas atividades por 3,32 dias.

Casos mais graves também foram notificados. Em razão das infecções gastrointestinais, 2.193 pessoas foram a óbito. E 59% dessas mortes foram em pessoas com mais de 70 anos de idade.

A água é muito mais do que um serviço pago pelo cidadão. Corresponde a litros de saúde que chegam todos os dias às casas. E ainda com um longa fila de espera, de homens, mulheres e crianças à margem do benefício.


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