Editorial

As diversas opções

17 de Agosto de 2022 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Finalizado o período de negociações de alianças e registro de candidaturas, desde ontem o eleitor brasileiro já sabe o cardápio de que dispõe para as escolhas que fará no dia 2 de outubro e, em caso de segundo turno, no dia 30 do mesmo mês. E as opções são muitas. Vamos aos números: são 800 postulantes às cadeiras na Assembleia Legislativa, 527 à Câmara dos Deputados, nove ao Senado, 11 ao governo do Estado e 12 à Presidência da República. É deste elenco que totaliza 1.359 nomes que os cidadãos gaúchos terão a tarefa de escolher cinco, um para cada função.

Diante de um número tão grande de políticos disputando votos a cargos estaduais e federais _ 47 a mais do que em 2018 _, é inevitável que se conclua o óbvio: não há razão para que a população se veja pressionada a votar em alguém que não representa suas ideias sobre o que é melhor para a sociedade. Neste vasto universo de possibilidades há políticos de direita, de esquerda, de centro, liberais, conservadores, progressistas, radicais, homens, mulheres, brancos, negros, indígenas… Ou seja, as mais distintas ideologias e linhas de pensamento, bem como outras características e representações. Cabe, portanto, pelos próximos 43 dias, o exercício da cidadania a cada um para prestar atenção aos nomes, aos rostos, ao currículo e às ideias dos candidatos.

Neste sentido, é fundamental também que o eleitor esteja aberto a ouvir, ler e assistir o que pensam aqueles que buscam conquistar ou manter seus espaços no Legislativo ou Executivo. Em momentos como o atual, de definição de rumos para o Rio Grande do Sul e o Brasil para o próximo período de governos, fechar-se a conhecer o que pensam e propõem os políticos é a pior das alternativas. Escolhas conscientes são aquelas feitas com base no conhecimento dos caminhos disponíveis. Ou alguém coloca toda a família no carro, pega a estrada para uma longa e importante viagem sem saber antes qual o melhor rumo a seguir, se há postos no caminho, se terá hospedagem no destino?

Como gostam de dizer os candidatos em seus clichês de campanha, "a hora é agora". Se há um instante dentro do processo democrático em que o cidadão tem ainda mais poder de transformar para melhor sua realidade é a eleição. Logo, por mais que possa parecer maçante ou pouco estimulante, o melhor a se fazer é estar atento às campanhas, aos debates, às entrevistas, à cobertura jornalística. Passado outubro, o que for apurado pelas urnas não terá volta e a responsabilidade pelo que nossos representantes fizerem nos próximos quatro anos será de cada indivíduo. Para o bem e para o mal.


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