Editorial

Na rua se faz o Carnaval

27 de Fevereiro de 2020 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

A semente volta a dar sinais de que pode germinar forte. Enquanto Pelotas passou os últimos anos discutindo a melhor forma de fazer o Carnaval de passarela, com espaços fechados e exclusivos aos foliões que pagam para acompanhar os desfiles, o tradicional Carnaval de rua, aberto a qualquer pessoa, foi resgatado e se transformou na grande sensação da festa em 2020, depois de já ter feito enorme sucesso ano passado.

E nunca é demais lembrar. Foi com esse formato que Pelotas, décadas atrás, ganhou fama nacional, de oferecer um dos principais espetáculos populares, onde todos brincam e se divertem. O modelo, aliás, passou a ser adotado pelas cidades ao redor. Jaguarão, São Lourenço do Sul e Rio Grande (Cassino) entraram no circuito dos carnavais porque passaram a apostar na festa para todos.

Não se está dizendo aqui, é bom deixar claro, que o Carnaval competição perde espaço. Ao contrário, ele também cumpre um papel fundamental na cultura da cidade e deve ser defendido e incentivado. Tem força, tradição, desperta paixões e movimenta a economia de Pelotas. Fomentá-lo, para que se torne ainda mais relevante e profissional, é apostar sem chance de errar. Todos ganham.

O que o município tem em mãos é uma fórmula com grande potencial. Os blocos e as bandas conquistam e atraem público ano após ano. Organizados, permitem a crianças, jovens e adultos experimentar com segurança e tranquilidade uma das maiores festas do Brasil. Crescem a cada edição, em foliões e alegria.


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