Opinião

Mais exportações

21 de Agosto de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Entre tantas notícias ruins na economia, como o número de desempregados no país, qualquer avanço deve ser celebrado. Qualquer sinal de esperança precisa ser levado em conta. A turbulência política parece que não terá fim, ao menos a curto prazo. Perceber que alguns setores da economia reagem um pouco, apesar de tudo, é importante.

A boa notícia econômica vem do volume de exportações do país, que cresceu 12,5% entre julho de 2016 e julho de 2017, de acordo com o levantamento do Indicadores de Comércio Exterior, recém divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. No comparativo de junho, o crescimento havia sido de 15,6%. A manutenção do crescimento em níveis bastante consideráveis ajuda o país a voltar para os trilhos, ao menos na economia. Infelizmente, os preços dos produtos exportados só cresceram 0,7% no período.
O volume das commodities (mercadorias com preços fixados em dólar), de acordo com o apurado pela reportagem da Agência Brasil, registrou aumento de 19,6%; as não commodities tiveram alta de apenas 5,7%. O destaque entre as atividades econômicas ficou com a indústria extrativa, cujo crescimento verificado foi de 49,7% no volume exportado.

O setor agropecuário exportou 26% a mais em volume no período. Já a indústria da transformação teve a alta mais modesta entre os três setores: 3,1%.

Já entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis tiveram aumento de 52,5% e os bens intermediários (insumos para o setor produtivo) de 5,3%. Os bens de consumo semiduráveis tiveram uma variação quase nula (0,1%), enquanto os bens de consumo não duráveis ficaram estáveis. Já os bens de capital (máquinas e equipamentos) registraram queda de 7%.

O volume das importações cresceu 10,8%, enquanto os preços caíram 1,5%. Em relação ao volume das atividades econômicas, a indústria extrativa importou 40,6% mais, seguida pela indústria da transformação (0,5%). Já a agropecuária teve uma queda de 24,8%.

Entre as categorias de uso, a importação de bens de consumo semiduráveis foi a que mais se destacou, com alta de 34,9%. Os bens intermediários anotaram um aumento de 10,2%, enquanto os bens de consumo duráveis variaram 0,5%. Por outro lado, caíram as importações de bens de consumo não duráveis (-9,4%) e de bens de capital (-31,1%).


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