Estilo
Economia criativa

Através da Lei Rouanet, Grupo Tholl realiza oficinas online e moderniza equipamentos de segurança

Patrocínio da CMPC possibilitou realização do projeto "Tholl Contigo"

21 de Junho de 2020 - 07h28 Corrigir A + A -
Trupe terá acesso a novos equipamentos de segurança no CT (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Trupe terá acesso a novos equipamentos de segurança no CT (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Um viva à indústria criativa. A união de Grupo Tholl, ATO Produção Cultural, CMPC Celulose Riograndense, Lei Rouanet e Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul (Seduc) possibilitará a valorização de profissionais da trupe pelotense, além da formação de público e novos artistas nos próximos meses. É o projeto Tholl Contigo, que através de vídeos disponibilizará dicas e exercícios sobre a arte circense para as escolas da rede pública estadual de ensino.

As atividades haviam sido pensadas para um formato de oficina presencial em escolas da região portuária de Pelotas e, no segundo semestre, em seis cidades gaúchas:  São Jerônimo, Encruzilhada do Sul, Guaíba, São Gabriel, Rio Grande e Canguçu. Foi com a chegada da pandemia que os planos foram obrigatoriamente adaptados - muita coisa, inclusive, deve ocorrer apenas em 2021. 

Em uma reunião na Seduc, surgiu a ideia de realizar vídeos que funcionassem como aulas online para estudantes da rede pública do Estado. Uma forma lúdica que inclui arte, dança, expressão corporal, teatro, maquiagem, alongamento, além de abordar os cuidados preventivos. A assessora técnica da Ato, Roberta Manaa, explica que existem atualmente tratativas junto à Seduc no sentido de oferecer o conteúdo dos vídeos em plataforma digital para os alunos e professores. “Estamos trabalhando em cima dessa possibilidade, ajustando os formatos, roteiros e conteúdos.” 

Sob a coordenação da artista Simone Lyro, foram preparados exercícios e dicas que envolvem malabarismo, equilíbrio, mágica e contorcionismo. Além disso, os vídeos trarão  informações históricas e curiosidades sobre a rotina do artista, desde a confecção da maquiagem artística até a sua performance. “ As atividades foram escolhidas com o objetivo de aproximar o mundo circense do público infantil, que vai ser convidado a treinar e aprender, de forma segura, com os materiais disponíveis em casa”, explica o diretor-criativo do Tholl, João Bachilli.

O artista frisa que a saúde de artistas e aprendizes está acima de tudo e é por conta disso que apenas em junho que os primeiros passos começaram a ser dados. “Queremos levar um diferencial. Acrescentar e divertir. Sempre com tudo estudado com uma equipe de direção, produção, e assessorias especializadas.”

Fomento

O Tholl Contigo é exemplo de como a lei Rouanet tem muita importância na construção da arte e da cultura de Pelotas: trata-se de um projeto que valoriza profissionais da indústria criativa, ao mesmo tempo em que funciona como formação de público e de novos artistas.

Na visão de João Bachilli, o incentivo público e privado é fundamental e necessária para a existência do Tholl. “Fico muito irritado quando pessoas que não conhecem as leis, que são extremamente rígidas em todo seu processo, dizem bobagens descabidas, sempre a associando a grandes artistas. A Lei Rouanet  também contempla aqueles que estão iniciando ou no meio do caminho, e a CMPC é um exemplo de empresa que sempre apostou nisso e investe muito em cultura através das leis de incentivo fiscal”, comenta. “O Grupo Tholl participou de muitos projetos de lei de incentivo e todos trouxeram crescimento para o grupo, seus artistas, técnicos e envolvidos. Os resultados foram sempre positivos e além do nosso crescimento como grupo, sempre serviram para promover lazer, diversão e muita cultura”, finaliza.

Na opinião de Roberta Manaa, o incentivo fiscal e as leis que o regem sempre tiveram grande importância à medida em que fortalecem a produção de arte e cultura. “Em um momento de pandemia, ansiedade e incertezas, a arte chega como uma forma de conexão, reflexão, um momento de calma. Quem conseguiria passar 90 dias em casa sem um bom livro, sem séries e filmes, sem música? Nesse contexto, o incentivo governamental para que artistas possam seguir trabalhando tornou-se ainda mais importante, pois sem possibilidade de contar com bilheteria, apresentações e venda de suas obras, a classe artística é uma das mais afetadas”, enfatiza, lembrando o protagonismo da indústria criativa na economia do Rio Grande do Sul - gera mais empregos com carteira assinada que o setor calçadista e quase tanto quanto a construção civil. 

Atualmente, a ATO Produção Cultural trabalha junto à Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul na edição 2020 do evento, a ser realizada de forma online. Além disso, a empresa desenvolve o projeto de restauro do telhado da Catedral São Pedro, no Rio Grande.

Novos equipamentos

Além das oficinas, o financiamento do projeto possibilitará ao Grupo Tholl modernizar o sistema de segurança do centro de treinamentos, localizado na rua Garibaldi. Trata-se de uma ação fundamental para a trupe, conforme explica Bachilli: “A ATO foi muito sensível ao formatar um projeto que abraçasse as potencialidades e necessidades da arte. Hoje estamos com uma aparelhagem de segurança, de treinamento, para espetáculos de alto nível. Com isso poderemos agora dar aquele passo a mais, trazendo um novo fôlego para nossos artistas. Eles estão loucos para usar, não vemos a hora!”

O diretor-criativo define como torturante não poder estar nos palcos ou trabalhando com as crianças e desesperador não estar em qualquer espaço cênico. Para 2021, a ideia é, dentro do Tholl Contigo, realizar o plano original de desenvolver as oficinas de forma presencial. “Temos a certeza que o retorno acontecerá e que vamos contagiar nossas crianças com a magia e alegria do circo.”



Comentários Comente

REDES SOCIAIS

Diário Popular - Todos os direitos reservados