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O paradoxo dos gêmeos

11 de Agosto de 2018 - 06h00 Corrigir A + A -

Por Thais Russomano

Albert Einstein mudou a física clássica ao afirmar que o tempo não era uma grandeza absoluta, mas relativa, pois depende da velocidade dos corpos que medem sua passagem. Essa relação com o movimento chama-se dilatação temporal, onde o tempo passa mais devagar para objetos que se deslocam mais rapidamente. Para ilustrar essa teoria, Einstein criou a história sobre dois gêmeos idênticos, na qual um viaja para um planeta distante na velocidade da luz, enquanto o outro permanece na Terra. Ao voltar de sua viagem cósmica, o gêmeo está mais moço do que o seu irmão em solo firme.

O grupo de teatro Flux Phase transformou essa complexa teoria física numa peça criativa e divertida, que leva o mesmo nome conferido por Einstein - Twin paradox. Os seis atores dão vida à Teoria da Relatividade, combinando aspectos da física Einsteiniana com alterações corporais sofridas pelos gêmeos em três décadas de separação e conflitos emocionais gerados pelo reencontro tantos anos depois.

Esse grupo de teatro já levou o Paradoxo dos gêmeos para várias cidades da Inglaterra, incluindo Londres, onde ela fez parte do Festival Camden Fringe. Final de semana passado, tive a oportunidade de assisti-la no pub The Albany - minha primeira peça em um pub inglês. Depois do espetáculo, sentei para brindar com os atores, já meus conhecidos, pois, há alguns meses, tive a chance de conversar com o grupo sobre como corpo e mente se comportam no ambiente extraterrestre e no retorno à Terra.

Não sei por quanto tempo ficamos ali degustando drinks variados num quente sábado do verão inglês. "O tempo é mesmo relativo", pensei. Não é apenas, porém, a velocidade dos corpos que importam. As emoções também afetam a forma pela qual medimos sua passagem.

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