Agronegócio

Pecuária deve ser de bons preços neste semestre

Estimativa para o período é de mercado aquecido; vendas para o Oriente Médio e qualidade genética ajudam a reforçar cotações do boi

12 de Julho de 2018 - 14h37 Corrigir A + A -

Por: Redação
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O mercado para a pecuária no país no segundo semestre deve ter venda em alta com preços e médias satisfatórias para os vendedores de gado. A avaliação é do leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, com base na observação do comportamento do mercado nos eventos realizados nos últimos meses, que estão demonstrando um aquecimento para o produtor que investe na qualidade genética para a venda.

Segundo Silva, um exemplo foi o último leilão virtual GAP Brasil, que teve liquidez e médias acima das esperadas, o que deve se refletir na próxima temporada de primavera da pecuária gaúcha. “Estamos encarando com muito otimismo as vendas de primavera, haja vista os resultados que vêm acontecendo nos leilões no Centro do país e também em remates com participação de animais do Rio Grande do Sul, como foi o leilão da GAP, com médias satisfatórias. Teremos uma comercialização franca desde que a qualidade e a apresentação dos animais estejam à altura”, observa.

Outra questão que pode puxar a alta nas vendas é a exportação de gado em pé. Conforme o dirigente da Trajano Silva Remates, regiões mais ao Norte do país, além de Argentina e Uruguai, estão aumentando suas exportações para o mercado externo, especialmente o Oriente Médio. “O Uruguai, por exemplo, vem quebrando recordes na exportação de gado em pé. Isto é uma coisa que veio para ficar, pois os compradores do Oriente Médio não têm mais de onde buscar carne de qualidade e isto não vai ter interrupção de fluxo”, sinaliza.

Entretanto, as restrições que estão sendo avaliadas por governos após pressão de ONGs podem prejudicar este mercado ao produtor. Em São Paulo, por exemplo, já está tramitando a proibição de exportação de animais vivos. Já no Rio Grande do Sul o tema vem sendo debatido e gerando controvérsias. “Esta é uma questão temporária de ajuste, considerando que tem gente que não conhece a realidade brasileira, e esta falta de informação vai acabar quebrando a economia”, destaca Silva.


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