Datafolha

Temer chega a 82% de rejeição, a maior da história

Pesquisa Datafolha aponta que o atual presidente supera altos índices negativos atingidos por Dilma, FHC e Collor

10 de Junho de 2018 - 14h30 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Apenas 3% da população aprova governo Temer (Foto: Futura Press/Folhapress)

A Presidência de Michel Temer (MDB) não para de bater recordes. Porém, ao contrário do que gostaria o governo, os índices são negativos. Pesquisa Datafolha realizada entre quarta e quinta-feira (6 e 7) e divulgada no final de semana aponta que a rejeição do presidente chega a 82%.

Se em abril a crise já colocava Temer com rejeição de 70%, a recente crise provocada pela greve dos caminhoneiros e a inabilidade governista em solucionar o problema ampliaram em 12% a impopularidade e fizeram o presidente bater o próprio recorde. Em setembro do ano passado pesquisas indicavam que 73% dos brasileiros consideravam sua administração ruim ou péssima.

Conforme a mais recente pesquisa do Datafolha, somente 3% dos pesquisados consideram Temer um bom presidente. Para outros 14% a gestão do emedebista é regular.

A rejeição ao presidente se espalha por todas as faixas etárias, camadas sociais e regiões do país. A maior quantidade de insatisfeitos está no Nordeste, com 87%. No Sul e Sudeste o índice atinge 80%.

Outros presidentes
A marca de 82% atingida por Temer supera com folga os índices atingidos por presidentes anteriores em seus piores momentos. Em agosto de 2015, no período pré-impeachment, Dilma Rousseff (PT) chegou a 71% de rejeição. Seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve a sua marca mais negativa em 2005 em meio ao escândalo do mensalão, com 29%. 

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou a 66% de impopularidade em 1999, quando o desemprego era apontado como a principal preocupação. Em 1993, antes do Plano Real, Itamar Franco (MDB) estava com 41%. Às vésperas do impeachmente, em 1992, Fernando Collor (PRN) era rejeitado por 68% da população. José Sarney, em 1989, no auge da hiperinflação, também era considerado ruim ou péssimo por 68%.


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