Duplicação

TCU quer análise individual de contratos da BR-116

Diante da escassez de recursos, frente parlamentar sustenta a necessidade de definição de orçamento para liberar trechos

17 de Maio de 2018 - 09h31 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Rodovia já deveria estar concluída desde 2015, mas obras se arrastam (Foto: Jô Folha - DP)

Rodovia já deveria estar concluída desde 2015, mas obras se arrastam (Foto: Jô Folha - DP)

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) disseram nesta quarta (16) a representantes da bancada gaúcha em Brasília que não será tão simples reajustar os contratos das empresas responsáveis pela duplicação da BR-116. Será preciso analisar caso a caso para verificar se são justificáveis os argumentos das empreiteiras de que os valores constantes nos documentos firmados com o governo federal estão defasados diante do aumento acumulado nos insumos, sobretudo o asfalto.

Em reunião na sede do TCU, o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da BR-116, deputado Afonso Hamm (PP), pediu que se encontre uma alternativa para que pelo menos 50 quilômetros da rodovia tenham sua nova pista entregue até o final do ano. Para isso, no entanto, seria preciso um reequilíbrio nos orçamentos das empresas, o que será negociado em conjunto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

"A superintendência do Dnit no Estado vai chamar as empresas e pedir que isso seja feito para que se saiba a situação de cada contrato, caso a caso. Algumas construtoras querem esperar até setembro, quando os contratos fazem aniversário e são feitos aditamentos. Mas não dá para esperar", sustenta o parlamentar.

A intenção é garantir que os recursos garantidos para 2018 - cerca de R$ 101 milhões - sejam usados para finalizar trechos ao invés do dinheiro ficar disperso entre diversos lotes sem conclusão. No começo da noite de ontem, outra reunião, desta vez no Ministério dos Transportes, também tratou da obra na rodovia. A cobrança foi por garantias de que em 2019 possam ser liberados pelo menos R$ 300 milhões, metade do necessário para concluir os 211 quilômetros entre Guaíba e Pelotas.

Encontro com o presidente
Aguardado desde que foi anunciado em Camaquã no dia 20 de abril pelo senador Lasier Martins (PSD), o encontro de representantes da Zona Sul e a bancada gaúcha com o presidente Michel Temer (MDB) ainda não tem data marcada. No entanto, a expectativa é de que até o final da semana que vem (sexta, 25) a agenda seja confirmada.

"Ainda não temos este retorno da Presidência. Mas queremos esse encontro para tentar melhores notícias", diz o coordenador da Aliança Pelotas, Gilmar Bazanella.

Hamm diz que a data só será divulgada pela assessoria de Temer após os ministérios do Planejamento e dos Transportes concluírem estudos técnicos sobre quanto pode ser liberado em 2019 e o que pode ser concluído. "O governo só nos receberá quando tiver uma boa notícia. Ele precisa fazer esse gesto à região", analisa.

 


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