Sem uso

Acessibilidade comprometida no Pelotense

Elevador que ajudaria pessoas com dificuldade de locomoção está encaixotado há três anos

17 de Maio de 2018 - 12h30 Corrigir A + A -
Local onde seria instalada a plataforma serve de depósito (Foto: Paulo Rossi - DP)

Local onde seria instalada a plataforma serve de depósito (Foto: Paulo Rossi - DP)

Vitor Cunha tem 16 anos é estudante do Colégio Municipal Pelotense há quatro. Seu deslocamento pela escola é acompanhado de perto por Enilson Nunes. O monitor é responsável por auxiliar o aluno, cadeirante, a se locomover de um andar para o outro. Esta dependência poderia ser amenizada com a presença de um mecanismo: uma plataforma elevatória. O equipamento existe, mas está guardado e sem uso há três anos.

A plataforma foi comprada no início de 2015 e custou R$ 47.800,00 aos cofres municipais. O preço se justifica pois, segundo o diretor do colégio Arthur Katrein, o equipamento faz muita falta. "Nós não temos salas de aula no térreo e as rampas não têm a inclinação adequada para que o aluno cadeirante consiga se locomover sozinho", comenta.

Quando o prédio foi construído, em 1962, a acessibilidade havia sido planejada. Por isso, já existe um espaço destinado à instalação da plataforma elevatória, localizado no saguão da escola. Hoje, o lugar é usado para guardar equipamentos. Serve também de abrigo para uma cisterna que abastece boa parte do colégio. E este é o principal impeditivo para a colocação do equipamento.

É necessário reformular o sistema de abastecimento de água para realocar a cisterna. Esse é um investimento muito alto e, de acordo com o secretário de Planejamento e Gestão do município, Paulo Morales, não houve verba suficiente na época. O assunto, então, ficou suspenso e a plataforma encaixotada nas dependências do Pelotense.

A vice-diretora do CMP, Marta Inchauspe, frisa que não é só para os seis alunos cadeirantes que o elevador faz falta. Os estudantes mais velhos e professores com problemas cardíacos e de articulação também reclamam do longo trajeto até as salas de aula. "Nós temos alunos com deficiência visual e eles têm dificuldades para subir as escadas", relata.

Próximo ano

O secretário Paulo Morales afirma que irá se reunir com o titular da Secretaria de Educação e Desporto (Smed) Arthur Corrêa para debater o tema. Corrêa adiantou que, neste ano, o orçamento já está esgotado e não tem a possibilidade de se ter um gasto como esse. Apesar disso, estuda a possibilidade de incluir a instalação da plataforma elevatória no orçamento do ano que vem.

 

 

 

 


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