Tubulação

Sanep firma contrato para trocar mais 20 quilômetros de redes d'água

Contrato entre a autarquia e a empresa AGR envolve cerca de R$ 5,1 milhões

16 de Maio de 2018 - 09h22 Corrigir A + A -
Diretor-presidente Alexandre Garcia quer um programa permanente de troca de redes de água.  (Foto: Jô Folha - DP)

Diretor-presidente Alexandre Garcia quer um programa permanente de troca de redes de água. (Foto: Jô Folha - DP)

No início da tarde desta quarta-feira (16), um contrato firmado entre o Sanep e a empresa AGR Engenharia e Serviços vai dar seguimento ao programa de troca de tubulações de água em Pelotas. Entre outubro de 2017 e abril deste ano, a autarquia substituiu 12,5 quilômetros em diversos pontos que apresentavam problemas. Com o novo contrato, a meta é maior. Devem ser trocados 20 quilômetros para atender o que estabelece o Plano Municipal de Saneamento, projetado em 2010 e que prevê a substituição de tubulações antigas por mais novas e eficientes.

O investimento será de R$ 5,1 milhões, com recursos próprios da autarquia. A empresa vencedora da licitação já pode começar a execução dos serviços nesta quinta-feira (17). Ainda não estão definidas as ruas que passarão por intervenções, no entanto, a direção sinaliza o bairro Fragata como ponto de partida para o início das obras. Os locais são escolhidos conforme a demanda pelo serviço. As novas tubulações possuem entre 50 e 300 milímetros de diâmetro. A nova rede possibilitará, além de maior vazão da água, um melhor controle sobre os canos e a pressão.

Segundo dados do Setor de Engenharia do Sanep, a eficiência aumenta entre 12% e 17% apenas com a troca dos canos. Hoje são cerca de 230 mil metros de tubulações de fibrocimento - o mesmo material utilizado para confeccionar telhas e caixas d'água. Com o tempo, o material se decompõe e começa a apresentar rachaduras e consequentes vazamentos, diferente do PVC, mais duradouro.

Já as tubulações de ferro, que em alguns casos possuem mais de um século, somam 250 mil metros e também passam por reparos. Neste caso, está sendo utilizada mão de obra própria do Sanep e o caminhão hidrojato, que faz uma espécie de limpeza da rede com acúmulo de ferrugem. Como é realizado com mão de obra própria, a manutenção não entra no processo licitatório em questão.

"A ideia é ser um programa permanente de ir trocando as redes. O contrato permite que a gente substitua até 25 quilômetros e, dependendo do andamento das obras, podemos alcançar este número", prevê Alexandre Garcia, diretor-presidente da autarquia. Nos primeiros sete meses de programa houve substituição de redes em cerca de 35 ruas de Pelotas. Os principais reparos foram no Laranjal, seguido pelos bairros Areal, Fragata, Três Vendas e Centro.

O contrato também prevê a colocação de asfalto nas vias que já possuem este pavimento e sofram intervenção, assim como paralelepípedos. "Hoje é mais caro o asfalto que se recoloca do que a tubulação", comenta o diretor.

Uma mão lava a outra
Outra política que o Sanep tenta afinar com o Poder Executivo se refere às novas pavimentações de asfalto nas ruas, para serem posteriores à troca dos encanamentos. Com a troca do pavimento das ruas, relata Alexandre, altera-se a intensidade de trânsito. "Ruas que recebem capeamento asfáltico começam a apresentar mais trânsito e, por consequência, mais problemas nas tubulações antigas", relata.

Garcia cita o caso das obras da rua Marechal Deodoro, atualmente na altura do Hospital São Francisco de Paula, onde já é realizada a troca da tubulação antes de receber as novas camadas de asfalto, evitando novas perfurações e gastos públicos.


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