Operação da PF

Países reagem à carne brasileira

Importadores anunciam restrições ao produto; Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo

20 de Março de 2017 - 16h59 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Redação
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Michel Temer é servido durante jantar com embaixadores na noite de domingo em uma churrascaria em Brasília (Foto: Fotos Públicas)

Michel Temer é servido durante jantar com embaixadores na noite de domingo em uma churrascaria em Brasília (Foto: Fotos Públicas)

Após a Operação Carne Fraca, que apontou fiscalização irregular de frigoríficos no Brasil, alguns países importadores anunciaram restrições temporárias à entrada de carne brasileira. entre eles a União Europeia, Coreia do Sul e China. Os três, juntos, responderam por 27% das exportações brasileiras de carne em 2016.

O governo brasileiro trabalha para que as restrições atinjam somente as 21 unidades investigadas, e não todas exportadoras. Durante evento em São Paulo nesta segunda-feira (20), Michel Temer afirmou que o agronegócio não pode ser desvalorizado por um "pequeno núcleo".

Segundo ele, seis das 21 unidades suspeitas de fraudes fizeram exportações nos últimos 60 dias. Em uma tentativa de tranquilizar os países importadores, Temer reuniu embaixadores para jantar em uma churrascaria de Brasília, no domingo.

Entre as investigadas, cinco empresas foram suspensas de forma preventiva, informaram associações do setor. As unidades com certificação suspensa não podem vender para o mercado interno, nem para o externo.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo e o maior exportador. O setor vendeu para mais de 150 países no ano passado e agora se preocupa com os impactos negativos do esquema de venda de carne supostamente adulterada.

A Operação Carne Fraca foi deflagrada na última sexta-feira (17), com mais de mil policiais para cumprir 309 mandados depois de dois anos de investigações. No total, 21 empresas são suspeitas de fraudes.

A ação envolve grandes grupos do setor, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas, mas também frigoríficos menores, como Mastercarnes e Peccin, do Paraná. As empresas negam irregularidades.

Confira as medidas adotadas contra a carne brasileira
UE: pediu que o Brasil suspenda a exportação de empresas envolvidas
China: carnes brasileiras estão retidas nos portos
Coreia do Sul: baniu frangos da BRF; empresa diz que não foi notificada
Chile: suspendeu temporariamente a importação de carnes

 


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