Jogos

Cosa-Nostra traz diversão vintage

Espaço revive o entretenimento das máquinas de pinball na noite pelotense

12 de Janeiro de 2018 - 09h30 Corrigir A + A -
Ney Loretto Júnior é envolvido com este tipo de jogo há trinta anos  (Foto: Jô Folha - DP)

Ney Loretto Júnior é envolvido com este tipo de jogo há trinta anos (Foto: Jô Folha - DP)

À noite fica ainda mais interessante, as tantas luzes que quase sem querer contribuem para a decoração e o clima. Se comprou uma ficha, meu amigo, pode ser criança ou adulto: vai ficar a noite toda. É que a diversão confunde-se com o desafio no mundo das máquinas de pinballs e Pelotas novamente tem casa destinada a esse entretenimento. Sob o lema Os bons tempos estão de volta, o Cosa-Nostra Pinball Club foi inaugurado há dois meses, no Shopping Lobão, e conta com máquinas que datam desde 1978.

O criador, Fábio Portella, conta que a ideia surgiu da ausência de espaço noturno voltado a jogos do gênero na cidade - o fechamento do Pool Bar, também na avenida Bento Gonçalves, deixara tal lacuna. Possuindo diversas máquinas, ele se juntou a Ney Loretto Júnior, 30 anos de experiência no ramo, e abriu a casa em novembro. “Queríamos reunir amantes dessa diversão que fez a alegria de tantas crianças entre os anos 1970 e 1990”, comenta.

Ele tem razão. Apesar de a primeira máquina, de fato, ser datada de 1750, a cultura do pinball surgiu mesmo no começo dos anos 1970, quando os jogos se baseavam exclusivamente em duas palhetas que evitavam a queda de uma ou mais bolas. Aos poucos a complexidade aumentou, com missões específicas de cada máquina, A partir de 1980 entraram as adaptações do Cinema - De volta para o futuro, e Twister, essa presente no Cosa-Nostra com seu disco central que simula um tornado.

quadro cosa-nostra máquinas pinball

Com o crescimento dos videogames domésticos, a partir dos anos 1990, a juventude foi aos poucos deixando a plataforma de lado, restando poucos saudosistas, como Portella e Loretto. “Ao começar o jogo aquela ideia de só jogar a bola pra cima vai embora e começa o desafio de manter a esfera sem deixar e cair. Aí vem o desafio de cada um tentar derrubar os alvos, subir nas rampas e colocar a bola na caçapa. Num toque de mágica, você entra no mundo do pinball e a máquina começa a falar contigo, mostrando os caminhos e alvos. Devido a isso as pessoas querem jogar novamente para estourar o recorde da máquina” diz Portella.

O encanto também é visto nos pequenos de hoje em dia, que já nasceram com os videogames tão presentes na rotina quanto um caderno de matemática. “Na abertura eu tinha a ideia de que os adultos curtiriam mais que as crianças, por terem vivido a época do auge. Hoje creio que o público seja bem dividido, com os mais novos descobrindo esse entretenimento perdido no tempo”, comenta.


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