Fiscalização

Arrozeira Nelson Wendt Alimentos é interditada em força-tarefa do MT e do MPT

Inspeção realizada na segunda-feira apontou diversas irregularidades nas condições de trabalho

06 de Dezembro de 2017 - 16h20 Corrigir A + A -
Procurador Rafael Foresti Pego (D) destacou que irregularidades encontradas são comuns no setor arrozeiro (Foto: Jô Folha - DP)

Procurador Rafael Foresti Pego (D) destacou que irregularidades encontradas são comuns no setor arrozeiro (Foto: Jô Folha - DP)

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a unidade possui 157 trabalhadores e opera em três turnos de oito horas cada (Foto: Jô Folha - DP)

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a unidade possui 157 trabalhadores e opera em três turnos de oito horas cada (Foto: Jô Folha - DP)

A filial da unidade industrial Pelotas da Nelson Wendt Alimentos, uma das principais empresas do setor arrozeiro no país, foi interditada na tarde desta quarta-feira (6) em ação conjunta do Ministério do Trabalho (MT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Em força-tarefa realizada na segunda-feira (4) foram encontradas uma série de irregularidades que ocasionaram a medida.

Estão desde já interditadas atividades de movimentação de cargas nos setores de descarregamento, pré-limpeza, engenho, empacotamenhto do arroz e carregamento; andaimes; caldeiras; sistema de tubulações a vapor e quatro autoclaves do setor de parabolização. Isso porque, de acordo com a conclusão dos fiscais, auditores e promotores, havia perigo aos trabalhadores nas seguintes atividades: serviços de entrada e permanência em espaços confinados; trabalho em altura; transportadores contínuos de materiais (helicoides, esteiras e fitas); serra circular de bancada – ao lado do graneleiro D; 12 máquinas brunidoras no setor engenho; trier (id 101) no setor engenho; e 10 máquinas descascadeiras no setor engenho.

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta quarta-feira, o procurador Rafael Foresti Pego destacou que tais irregularidades são comuns em empresas do setor, o que justifica a força-tarefa cuja primeira ação foi realizada nos dias 21 e 22 de agosto e resultou na interdição de maquinário e atividades da SLC Alimentos S/A (Capão do Leão) – a empresa voltou a operar em 13 de setembro.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a unidade possui 157 trabalhadores e opera em três turnos de oito horas cada. A produção varia entre 250 mil a 300 mil fardos de 30 kg por mês. Em contato com o Diário Popular, a Nelson Wendt Alimentos afirmou que desde já trabalha para corrigir os erros apontados por MP e MPT e conta com a ajuda dos órgãos para tal. “Muita coisa já estava sendo feita e está encaminhada, outras demandam mais tempo”, disse.


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