Manifestação

Funcionalismo se une contra medidas governamentais

Centrais sindicais e trabalhadores de diversas categorias realizam ato unificado contra parcelamento de salários e reforma trabalhista e previdenciária

13 de Setembro de 2017 - 20h44 Corrigir A + A -

Só a luta muda. Esse é o sentimento do funcionalismo público estadual e federal, alvo constante das medidas tomadas pelos governos de José Ivo Sartori e Michel Temer, ambos do PMDB. Nesta quinta-feira (14), em frente ao Banrisul da Marechal Floriano, está marcado mais um Dia Nacional de Lutas, ato unificado com organização de centrais sindicais e trabalhadores de diversas categorias. Entidades como o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) paralisarão e servidores e professores da UFPel cruzarão os braços em apoio ao serviço público.

No que tange ao Cpers, o dia será de mobilização nas escolas estaduais, instituições que se encontram em regime de greve desde o último dia 6. Além de participarem do ato unificado, os professores visitarão colégios para fortalecer a mobilização estudantil. "Nossa insatisfação é com os governos estadual e nacional, cujos projetos são igualmente neoliberais. O objetivo deles é diminuir o Estado, precarizando os serviços, tirando direitos dos trabalhadores e privatizando aquilo que é público", diz o diretor-geral do 24º núcleo do Cpers, Mauro Amaral.

Ele se refere ao pacote de reformas do presidente Michel Temer, que propõe mudanças em contratos de trabalho e na previdência, além da PEC 55, pela qual se estipula teto nos gastos públicos por 20 anos em todos o setores, congelando recursos de saúde e educação, por exemplo. No âmbito estadual, a principal crítica se dá ao parcelamento dos salários do funcionalismo gaúcho. Em agosto, os servidores, pela 21ª vez durante o governo Sartori, não receberam integralmente o que é um direito até o último dia útil do mês, conforme dita a Constituição Federal. A possibilidade de privatização do Banrisul também é pauta.

O IFSul igualmente está com atividades mobilizadas. Em assembleia geral realizada na segunda-feira decidiu-se pela paralisação geral desta quinta. A partir das 13h30min, atividades de conscientização propostas pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) serão realizadas. Às 17h, o grupo se junta ao ato unificado. Em falas recentes, o reitor do IFSul, Flávio Nunes, afirmou que o instituto não tem verbas para finalizar o ano.

Servidores e professores da UFPel também formalizaram adesão à paralisação nacional. A Associação dos Servidores da UFPel (Asufpel) realizará, às 16h, um abraço simbólico no Hospital-Escola (HE). Há também indicativo de greve da categoria. A Associação dos Docentes da UFPel (Adufpel) começa atividades logo ao meio-dia com concentração em frente à Justiça Eleitoral, protestando contra o fechamento de seções no país. Às 16h os professores participarão do abraço no HE e finalmente às 17h se juntam aos demais trabalhadores no ato unificado.


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