Teatro

O palco é a cidade

Estudantes da UFPel apresentam espetáculos em locais públicos ao longo da semana

12 de Agosto de 2017 - 14h14 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

Wesley Fróis dirige

Wesley Fróis dirige "Profundezas do amor", com sessão este domingo (Foto: Divulgação - DP)

Até o dia 20 de deste mês estudantes do curso de Teatro da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) fazem apresentações em diversos lugares do município. As peças, todas elas de curta duração, resultam de estudos e práticas da disciplina de Encenação Teatral I, coordenada pelo professor Adriano Moraes. A proposta é estimular a percepção dos discentes da licenciatura para as potencialidades cênicas dos espaços das cidades. Todas as apresentações são gratuitas.

A atividade que começou na sexta-feira levará ao público pelotense 20 espetáculos, com cerca de 20 minutos cada, a maioria deles com texto original. Moraes explica que a proposta faz com que os acadêmicos assumam a direção teatral.

Cabe ao aluno/diretor, além de escolher o local da apresentação e o texto que será encenado, a montagem da equipe de trabalho. Estes grupos são montados com acadêmicos do Teatro e de outros cursos, além de convidados de fora da Universidade. Neste ano participam alunos da Programação Visual, do Cinema e da Música.

CENÁRIO PRONTO
Este ano Moraes propôs aos alunos que escolhessem um lugar público da cidade para que fosse montada a peça. Toda a construção cênica e dramatúrgica foi feita a partir do local definido. "O aluno estudou o lugar, verificou onde ficariam os atores e o público, para depois escolher o texto", conta.

Na programação estão locais inusitados, como a plataforma de embarque da Rodoviária, onde será encenada Souto, um homem de guerra, na quinta-feira, às 11h40min. Também haverá ação na rua 15 de Novembro, esquina 7 de Setembro, com Lugar de mulher, no dia 19, às 17h.

A principal dificuldade desta proposta, segundo o professor, é fazer com que o acadêmico se desvincule da tradição textual, ou seja, da ideia de que produzir uma peça é ter um texto pronto. A turma também teve que transcender o conceito de palco e perceber que uma cidade com o perfil de Pelotas oferece muitos espaços como cenário. "As comunidades são potencialmente espaços cênicos, espaços para produção e ensaio", argumenta o professor.

Neste domingo, o Museu do Doce da UFPel, no Casarão 8, receberá às 17h e às 17h45min a peça Profundezas do amor, com direção de Wesley Fróis. No elenco estão Grazielle Bessa, Matheus Guelsi, Naylson Costa e Thays Alencar. Toda a programação pode ser conferida no site www.ccs2.ufpel.edu.br.


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