Desvio

Cooperativa é suspeita de desviar mais de 170 mil sacas de soja

Operação Colheita Maldita apura fraudes milionárias praticadas contra cooperativados

19 de Maio de 2017 - 15h06 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Atualizada às 19:04
A Polícia Civil investiga uma suposta fraude praticada pela Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio) que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 17 milhões, com o desvio de mais de 170 mil sacas de soja de um produtor. A investigação teve início no segundo semestre de 2016, a partir de denúncias de agricultores que foram lesados pela Cooplantio, e resultou na Operação Colheita Maldita que apura crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os alvos da polícia são diretores, contadores e conselheiros da cooperativa. Eles seriam responsáveis pelo desvio de soja dos associados e criação de empresas fantasmas. 

Na Região Sul, os agentes da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (Deat) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumpriram mandados em Pelotas e Rio Grande. Conforme a Polícia Civil, as ordens judiciais tinham como foco a localização de documentos que reforcem os indícios de crimes já apurados ao longo da investigação pelas delegacias especializadas.

A investigação iniciou após um produtor de Cruz Alta, no Noroeste do Estado, ter descoberto que sua mercadoria estava sendo vendida sem que soubesse e sem receber os valores relativos à venda. À polícia, ele disse ter entregue mais de 170 mil sacas de soja referentes às safras de 2010 a 2014. No inquérito que apura a possível fraude consta que foram transferidos altos valores entre a cooperativa e gestores investigados. “O que ficou comprovado é que essa soja não existe mais”, comentou o titular da Deat, Max Otto Ritter, durante coletiva de imprensa transmitida ao vivo pelo Twitter.

De acordo com o delegado, a Cooplantio admite que se apropriou dos grãos, entretanto, não informa qual foi o destino da soja. Durante as ações, foram apreendidos documentos relacionados aos crimes em escritório da empresa, documentos contábeis e balancetes os quais serão analisados pela polícia. “O material tem como finalidade comparar com a “alegada” dificuldade financeira quando, na verdade, as quebras de sigilo demonstram uma cooperativa a pleno vapor e com bastante gás nos pulmões para ao menos saldar essa dívida”, disse.

Além de Pelotas e Rio Grande foram cumpridas ordens judiciais em Passo Fundo, Cruz Alta, Santana do Livramento e Porto Alegre, e uma no estado do Paraná

A Polícia Civil investiga uma suposta fraude praticada pela Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio) que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 17 milhões, com o desvio de mais de 170 mil sacas de soja. A investigação teve início no segundo semestre de 2016 a partir da denúncia de agricultores que foram lesados pela Cooplantio. 
Na região Sul, os agentes da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (DEAT) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram mandados em Pelotas e Rio Grande
Na manhã desta sexta-feira (19), a Polícia Civil deflagrou a Operação Colheita Maldita que apura crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros, no âmbito  de uma cooperativa agrícola. Foram apreendidos documentos relacionados aos crimes em escritório da empresa, os quais serão analisados.
Além de Pelotas e Rio Grande foram cumpridos ordens judiciais em Passo Fundo, Cruz Alta, Santana do Livramento e Porto Alegre, e uma no Estado do Paraná.

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