Agrícola

Novas incertezas agravam momento econômico

“A gente não pode desconhecer. Vêm momentos difíceis e vamos ter que nos esforçar muito mais”, Gilmar Bazanella

19 de Maio de 2017 - 17h25 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Economista João Carlos Madail avalia prejuízo trazido pela disparada do dólar  (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Economista João Carlos Madail avalia prejuízo trazido pela disparada do dólar (Foto: Carlos Queiroz - DP)

“A gente não pode desconhecer. Vêm momentos difíceis e vamos ter que nos esforçar muito mais”, disse o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas), Gilmar Bazanella, avaliando como os novos fatos políticos desencadeados nos últimos dias também afetam a economia local.

Há o que lamentar, em um momento em que a economia começava a reagir positivamente, completou o líder varejista, que manifestou sua preocupação com a manutenção da ordem pública. “A questão econômica é mais fácil de organizar. Vai ser um momento difícil como todos os que a gente já enfrentou. A ordem pública é que preocupa mais”, lembrou.

De acordo com o economista João Carlos Madail, o ambiente anteriormente favorável está muito afetado pelas incertezas políticas. “É ruim, para o país, o Estado e a cidade”, disse. Uma região agrícola como a Zona Sul sofre com o aumento do dólar na hora de pagar por investimentos em insumos do exterior. “O dólar é o principal indicador”, reiterou Madail. Nesta quinta-feira (19), a moeda teve alta de 7,9%, a maior em 18 anos.

Na opinião do presidente do Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel), Amadeu Fernandes, a renúncia do presidente seria a melhor solução para o país. “Seria uma solução rápida. Todo o país já está pedindo”, disse Fernandes, que reconheceu: “Todos os investidores pararam, para saber como deverão agir”.


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