Distanciamento social

Zona Sul não irá recorrer da bandeira vermelha

Maioria dos municípios defende necessidade de recuo em flexibilizações como forma de conter coronavírus e impedir colapso na saúde

04 de Julho de 2020 - 16h12 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Pela primeira vez Zona Sul passa a ser classificada como região com risco alto para coronavírus (Foto: Divulgação - DP)

Pela primeira vez Zona Sul passa a ser classificada como região com risco alto para coronavírus (Foto: Divulgação - DP)

Com 22 municípios no mapa do Distanciamento Controlado adotado pelo governo do Estado, a região de Pelotas e Rio Grande não irá recorrer da bandeira vermelha anunciada previamente na sexta (3) pelo Palácio Piratini. Esta é a primeira vez que a Zona Sul passa a ser classificada como área com risco alto para Covid-19 desde que o sistema foi adotado.

Em reunião de emergência feita no final da manhã deste sábado (4), a maioria dos prefeitos e secretários de saúde se posicionou contra a entrada com recurso para tentar uma reversão à bandeira laranja. Apenas Canguçu e São Lourenço do Sul adotaram discurso diferente. No entendimento de Vinicius Pegoraro (MDB) e Rudinei Härter (PDT), a situação em suas cidades justificaria enquadramento nas exceções do governo do Estado que permitem a continuidade em classificação mais branda.

"Não posso jogar na conta da atividade comercial o aumento do número de casos”, disse Pegoraro, referindo-se às restrições impostas às atividades a partir da bandeira vermelha. Apesar da intenção do prefeito de recorrer, a coordenadora da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Caroline Hoffmann, ressaltou que no caso de Canguçu a reversão é improvável, já que um óbito foi registrado há 12 dias e, pelos critérios do governo, é preciso pelo menos 14 dias sem mortes para que pudesse ser aceito este tipo de recurso.

O prefeito de São Lourenço adota tom semelhante ao de Canguçu. Para ele, a cidade tem mantido sob controle o avanço da doença, justificando uma cor diferente com relação à determinada para a região como um todo. "Mesmo aumentando os positivos, nenhum dos nossos 31 leitos está ocupado. Compreendo a preocupação de Pelotas e Rio Grande. Somos solidários porque são nossas referências. Mas aqui tivemos uma só internação, por isso o recurso", sustentou Härter.

Apelo de Pelotas e Rio Grande

Responsáveis por receber pacientes de toda a região e apresentando dificuldades para obter medicamentos para as UTIs, Pelotas e Rio Grande pediram apoio dos demais municípios para evitar afrouxamento de regras. Tanto Paula Mascarenhas (PSDB) quanto Alexandre Lindenmeyer (PT) ressaltaram que, caso a tendência de aumento de contágios e internações persista, todas as cidades enfrentarão problemas para direcionar pacientes.

“A solidariedade com Pelotas e Rio Grande é a solidariedade com a própria população. Estamos esbarrando em dificuldades de falta de profissionais e medicação”, reforçou a coordenadora da 3ª CRS.

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