Saúde pública

Vigilância orienta no combate à infestação de carrapatos

Secretaria de Saúde aponta medidas de prevenção — como limpeza de terrenos e pátios, e a higiene dos animais — para evitar a proliferação dos ectoparasitas

12 de Fevereiro de 2020 - 21h14 Corrigir A + A -
Carrapatos são ectoparasitas da família das aranhas e transmitem a febre maculosa (Foto: Infocenter DP)

Carrapatos são ectoparasitas da família das aranhas e transmitem a febre maculosa (Foto: Infocenter DP)

Ele é pequeno e, algumas vezes, difícil de ver, mas pode causar problemas sérios de saúde em caso de infestação. O carrapato do cão (Rhipicephalus sangüineus), mais comum em Pelotas, costuma se proliferar rapidamente no verão, atingindo principalmente a população canina. Para combater o problema, o ideal é manter terrenos e pátios limpos, com grama baixa e sem entulhos. Cuidar da higiene dos animais também é uma boa forma de garantir distância do artrópode, que também pode picar seres humanos.

Conforme a bióloga da Vigilância Ambiental em Saúde (Vigiams) da Secretaria de Saúde (SMS), Ana Pizarro, carrapatos são ectoparasitas da família das aranhas e transmitem a febre maculosa – dentre outras —, doença infecciosa febril aguda, de gravidade variável, com diversos sintomas inespecíficos, incluindo febre elevada, dores de cabeça e musculares intensas, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos. “É importante o tratamento dos animais e do ambiente no mesmo período, para que o controle seja efetivo”, alerta a bióloga.

Atualmente, a Vigiams realiza inspeções zoossanitárias sempre que solicitado. Os técnicos entregam fôlderes educativos e orientações de manejo, controle e prevenção. Quando uma pessoa é picada, o caso é encaminhado à Vigilância Epidemiológica para acompanhamento e adoção das medidas necessárias, conforme protocolo. Se forem identificadas grandes infestações, a população pode entrar em contato pelo telefone (53) 3284-7731, do Centro de Controle de Zoonoses.

Dica de controle

Cipermetrina (Princípio Ativo)

  • Diluição: 25 ml para 5 litros de água;
  • Aplicação: uma vez por semana, durante três semanas consecutivas. OBS: não aplicar em dia de chuva.

Tem carrapatos presos na pele?

Desinfete bem o local e observe. Se a inflamação localizada não aumentar, está tudo bem. Se a área ficar mais vermelha no dia seguinte, ou dolorida, procure uma unidade de saúde e peça uma avaliação médica.

Como retirar o carrapato?

Nunca puxe o aracnídeo, pois isso pode causar sangramentos e infecção no local. Coloque um pano ou bucha de algodão embebida em álcool em cima do carrapato, assim ele soltará naturalmente, sem causar ferimento na pele.  


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