A luta é na rua!

Vereadores de Pelotas fazem sessão no Mercado nesta quarta de Greve Nacional da Educação

À tarde, local irá receber ato público, a partir das 14h, com apresentações artísticas e manifestações a favor do ensino público de qualidade

15 de Maio de 2019 - 11h38 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Vice-reitor da UFPel, Luís Amaral, pediu rechaço a esta forma de fazer gestão, com cortes por decisão política (Foto: Paulo Rossi - DP)

Vice-reitor da UFPel, Luís Amaral, pediu rechaço a esta forma de fazer gestão, com cortes por decisão política (Foto: Paulo Rossi - DP)

O clima colaborou, o sol apareceu e o dia de Greve Nacional da Educação começou com sessão da Câmara de Vereadores, no largo Edmar Fetter. À tarde, a partir das 14h, o mesmo local irá virar cenário de ato público, com apresentações artísticas e manifestações a favor do ensino público de qualidade. O chamamento, portanto, é para toda a sociedade: a luta é na rua. E o momento requer pressa: a partir de setembro a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) correm o risco de fechar as portas por falta de orçamento de custeio. Uma ameaça a dezenas de instituições em todo o país.

A urgência, aliás, foi transmitida às falas de representantes da UFPel e do IFSul e também dos parlamentares. Ao assumir a tribuna e se pronunciar em nome da reitoria do IF, Antônio Carlos Brod, destacou a Educação como portal para o desenvolvimento de uma nação: "É o início, o meio e o fim de tudo; desde a Educação Infantil até a pós-graduação". Em dez minutos, Brod também criticou o modelo historicamente adotado no Brasil, em que os projetos não são de Estado e, sim, de governo: "Aí ficamos sujeitos ao governo que está de plantão, às suas ideologias e à matiz partidária e quem mais sofre é a Educação", defendeu.

O vice-reitor da UFPel, Luís Amaral, engrossou o coro e foi direto ao ponto: "É preciso rechaço a esta forma de fazer gestão", sustentou. E reiterou a posição contra as medidas do governo de Jair Bolsonaro (PSL): "A razão não é econômica, não é técnica para o corte. Não há uma dificuldade da sociedade brasileira em poder financiar sua educação. O que há é uma decisão política de fazer um corte na Educação, como um todo, no país". Luís Amaral argumentou ainda que o país não passa por epidemia, guerra, trauma ou qualquer cenário de alteração na arrecadação de impostos que justifiquem os cortes

Ministro é convocado para dar explicações
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, irá à Câmara Federal na tarde desta quarta-feira (15) para dar explicações sobre os cortes de, pelo menos, 30% no orçamento de custeio das instituições federais de Ensino Superior. A convocação foi aprovada nesta terça por dois terços dos deputados.
Também nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro chegou a ligar para o ministro com ordens para suspensão do corte. À noite, a Casa Civil emitiu nota confirmando a manutenção do bloqueio de verbas.

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados