Solidariedade

Uma corrente do bem para ajudar o Léo

Jovem necessita de cuidados especiais; família pede ajuda para comprar uma máquina de lavar roupas e reformar a casa

21 de Novembro de 2020 - 11h52 Corrigir A + A -
Desde que o filho sofreu um AVC, a mãe Ana Celeste não sai de 
perto do rapaz (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Desde que o filho sofreu um AVC, a mãe Ana Celeste não sai de perto do rapaz (Foto: Carlos Queiroz - DP)

É com um salário mínimo e muito amor que Ana Celente, 49, mantém a casa e os cuidados com o filho, Leonardo Celente, 30. Carinhosamente chamado de Léo, ele é diabético desde os quatro anos e em 2019 sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desde então, vive em cima de uma cama dependendo de cuidados 24 horas. Precisando de uma máquina de lavar roupas, em especial, para os lençóis do filho, Ana fez uma postagem em um grupo de rede social. A partir dali, criou-se uma vakinha on-line e, agora, o objetivo é adquirir o eletrodoméstico e reformar a laje da casa, que corre risco de desabar. Qualquer quantia pode ser doada através deste link.  

A máquina de lavar roupas é item essencial para Ana, já que os lençóis são trocados diariamente. “Estamos passando por um perrengue”, desabafa a mãe, contando que até os 16 anos dele ela conseguiu controlar a diabetes, mas depois ele não aceitou mais o tratamento. Com isso, veio o sentimento de tristeza. “Meu marido e eu trabalhávamos à noite e eu não conseguia cuidar dele nesse período”, conta a mãe, que hoje não arreda o pé do lado da cama. Já o AVC aconteceu em abril do ano passado e o resultado de semanas de hospital foi a paralisação dos membros e da fala. “Ele entende tudo, mas falar é muito difícil”, conta, enquanto Léo, de cima da cama, esboçava um sorriso tímido.

O jovem, na época com 28 anos, já saiu do hospital com cama e cadeira de banho doadas. “Consegui tudo com campanha pela internet”, disse Ana, agradecida. Com o passar dos meses na cama, Léo criou um ferimento na perna e entre idas e vindas ao hospital a decisão dos médicos foi a amputação. “Não tinha mais o que fazer, eles disseram que se eu quisesse meu filho vivo tinha que amputar”, lembra, emocionada. Após a cirurgia, as dores aliviaram e o sono voltou a ser regular. Com isso, Ana também voltou a descansar. Mesmo assim, o contexto de saúde do Léo exige cuidados e uma série de remédios, acessados através da Farmácia Popular. Entretanto, a Duloxetina - medicação utilizada para transtornos depressivos - não está disponível, por isso, a família aguarda uma decisão judicial para conseguir o remédio.

Com o dia a dia cheio de cuidados, as lavagens de lençóis e tudo mais que envolve a limpeza do jovem acabam tomando muito tempo de Ana, que no momento é mãe em tempo integral. Além disso, nos dias de chuva, as roupas de cama não secam, dificultando as organizações. Recentemente ela ganhou uma máquina usada, mas, infelizmente, não está totalmente funcionando. Outra preocupação é com a estrutura da casa. A laje está com os ferros de sustentação soltos e corre risco de desabamento. “A gente vive com medo, a esperança agora é conseguir arrumar tudo isso”, diz, enquanto faz um carinho na cabeça do filho.

Como doar?

Pela Vakinha
Pela Conta: Cc: 352264670-1 Agência: 0918 Nome: Ana Lucia Almeida Celente CPF: 599.077.700-00


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