Violência contra mulher

Uma a cada 100 mulheres procurou a Justiça em 2017

Busca é em função de violência doméstica, aponta estudo da CNJ; aumento foi de 16% em relação ao ano anterior

12 de Março de 2018 - 22h16 Corrigir A + A -

Agência Brasil

Pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira pelo Conselho Nacional de Justiça. (Foto Gibran Mendes - Fotos Públicas - Especial - DP)

Pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira pelo Conselho Nacional de Justiça. (Foto Gibran Mendes - Fotos Públicas - Especial - DP)

Letycia Bond 
Agência Brasil

Um estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que, ao final do ano passado, uma em cada cem mulheres brasileiras abriu uma ação judicial por violência doméstica.

No levantamento, divulgado e elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias da instituição, constatou-se que 1,2 milhões de processos dessa natureza tramitavam na justiça dos estados brasileiros. Desse total, 388,2 mil eram casos novos. Em relação a 2016, o aumento foi de 16%.

Apenas 5% dos processos de agressão doméstica em tramitação tiveram algum tipo de andamento no ano passado. O feminicídio, crime considerado hediondo desde 2015, chegou a 2,7 mil ações pedindo a condenação de um agressor - uma proporção de oito casos por dia. Em 2016, haviam sido registrados 2,9 mil casos.

De acordo com o CNJ, o volume de processos julgados (440.109) foi ampliado em 19% na comparação com 2016. 

A procura pelo Estado
Outra pesquisa, divulgada na semana passada, indica que somente uma em cada três mulheres afirmou ter recorrido a algum equipamento do Estado para enfrentar a violência doméstica.

Segundo o levantamento Aprofundando o Olhar sobre o Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, realizado pelo Observatório da Mulher contra a Violência e pelo Instituto de Pesquisa DataSenado, 29% das mulheres consultadas dizem que foram vítimas de violência contra a mulher. Em 2015, o percentual era de 18% das entrevistadas.

O índice, tornado conhecido a cada dois anos desde 2005, sempre foi mantido entre 15% e 19%, e, segundo o DataSenado, essa oscilação ascendente não significa necessariamente um crescimento real dos casos, e sim sinaliza um maior reconhecimento das mulheres de que são vítimas de agressão.

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados