Litoral enlameado

Superintendência dos Portos recomenda interdição de banhos no Cassino

Aparecimento de lama na praia surpreendeu veranistas durante o final de semana e órgão diz não haver segurança para entrar na água

19 de Janeiro de 2020 - 19h51 Corrigir A + A -

Por: Redação
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lama cassino

Lama carregada pela maré cobriu grande trecho de areia no balneário no sábado (Foto: Divulgação)

A Superintendência de Portos do Rio Grande do Sul emitiu comunicado neste domingo (19) recomendando a interdição dos banhos no balneário Cassino, em Rio Grande. O motivo do alerta é o aparecimento de lama na orla da praia, que durante o final de semana surpreendeu veranistas.

Conforme o órgão estadual, o surgimento da lama fluida tem origem em um bolsão de lama que estava no fundo do mar em frente à praia desde novembro. Com as recentes ressacas no litoral gaúcho, o material se movimentou e foi levado até trecho do Cassino. A Superintendência afirma que já havia emitido comunicado em dezembro sobre a possibilidade de aparecimento da lama, relacionando a existência do sedimento às fortes chuvas e vazantes que levariam o material através da bacia hidrográfica que desaguam no mar.

“Após vistoria técnica, fomos ao comando da Operação Golfinho no balneário Cassino e recomendamos a interdição do banho entre as guaritas 14 e 19 da Iemanjá em direção à Querência. Embora a maior parte dessa área não apresente lama na faixa de areia, não há segurança para entrar na água, que tem lama nos primeiros metros de profundidade”, alerta o diretor de Qualidade, Saúde, Meio Ambiente e Segurança dos Portos, Henrique Ilha.

O diretor afirma que o Sistema de Monitoramento da Costa da Universidade do Rio Grande (SiMCosta/Furg) também faz estudos sobre a lama na costa do Cassino. Segundo análises preliminares, trata-se de sedimento fino e de fácil recuperação natural para o ambiente. A expectativa dos técnicos é de que rapidamente ocorra a recuperação do litoral e os banhos possam ser normalizados no trecho.


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