Tragédia

Soldagem é a possível causa de explosão em depósito

Hipótese é levantada pela Gerência Regional do Trabalho em Pelotas; prova técnica confirmará o motivo do acidente

17 de Novembro de 2020 - 19h50 Corrigir A + A -
 (Foto: Carlos Queiroz - DP)

(Foto: Carlos Queiroz - DP)

A Gerência Regional do Trabalho em Pelotas informou que ainda não há conclusões exatas sobre o que aconteceu, mas a principal suspeita é de que a explosão tenha ocorrido em razão de uma soldagem realizada no local. “Precisamos aguardar as investigações e prova técnica”, completou. De acordo com o auditor fiscal do Trabalho, Otávio Rodrigues, foi determinada, de forma cautelar, a paralisação das atividades até que seja comprovado que não há riscos de irregularidades.

No acidente, uma pessoa morreu e outras ficaram feridas na tarde desta terça-feira (17), em um depósito de gás na avenida Fernando Osório, no bairro Três Vendas, em Pelotas. Além da vítima, Aloir da Rosa Neutzling, uma pessoa teve fratura exposta e outra mal súbito e foram levadas para o Pronto-Socorro de Pelotas (PSP). 

O susto da vizinhança

Os moradores das imediações relataram a forte explosão e se assustaram com os vidros quebrados nas residências. Morador de um terreno que faz fundos com o local do acidente, Dario Bonow estava ainda descrente do ocorrido. O telhado da garagem havia caído. Ele deixou o local minutos antes. Neste meio tempo, houve a explosão, que também derrubou diversos itens de dentro da sua casa. Mais tarde, a Defesa Civil esteve no local para verificação.

O cenário da casa de Roselaine Maske, na mesma rua de Dario, era de vidros quebrados, telhas e forro caídos. A confeiteira estava trabalhando em um atacado próximo do local quando ouviu a explosão. Em seguida, uma das filhas a chamou. “Eu fui na frente e vi que não era nada, depois subi e enxerguei muita poeira e ouvi os gritos”, contou a jovem de 17 anos, informando que os avós moram em um casa nos fundos e acabaram ficando muito nervosos no momento. “Não deu pra acreditar”.

Quem também ainda não conseguia acreditar era Andressa Luçardo. Ela aguardava informações, encostada em uma grade em frente ao local. Em seguida, respirou aliviada, pois conseguiu falar com o marido que, com um sinal de positivo, informou que estava tudo bem. “Muito nervosa. Vi ele na rua, mas não consegui falar muito, ele logo saiu para ajudar os colegas”, relatou.

Confira o cenário de destruição após a explosão:


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