Segurança

Skatistas prestam homenagem a PKO

João Pedro Nunes e Silva foi vítima de latrocínio na última terça-feira em Pelotas

18 de Janeiro de 2020 - 18h22 Corrigir A + A -
Mãe de João Pedro, Isabel Cristina quer reunir suas poesias em um livro.  (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Mãe de João Pedro, Isabel Cristina quer reunir suas poesias em um livro. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Jovem mantinha nas redes sociais uma página onde divulgava poesias que escrevia. (Foto: Aquivo pessoal - Divulgação)

Jovem mantinha nas redes sociais uma página onde divulgava poesias que escrevia. (Foto: Aquivo pessoal - Divulgação)

Ato reuniu mais de 30 jovens. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Ato reuniu mais de 30 jovens. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Amigos do jovem João Pedro Nunes e Silva, 22 anos, morto em um latrocínio na última terça-feira (14) em Pelotas, fizeram uma homenagem e um protesto pedindo mais segurança na tarde deste sábado (18). Com a presença de amigos do skate e de familiares de PKO, como era conhecido, o ato foi na calçada do prédio dos Correios na esquina das ruas Padre Anchieta e Tiradentes, onde o jovem costumava se divertir com os companheiros. 

Em torno de 30 jovens se reuniram no local junto com seus familiares. Juntos, o grupo pretende buscar apoio para a construção de uma pista de skate que leve o nome de João Pedro. Na última terça-feira, João Pedro e outros três amigos caminhavam pela rua Almirante Barroso, no Porto, quando foram abordados por assaltantes. Numa tentativa de fuga, João Pedro tomou um tiro na perna. Ele chegou a ser socorrido mas não resistiu aos ferimentos. 

“Não quero que outras mães sintam o que eu sinto”
A mãe do jovem, Isabel Cristina Peixoto da Silva, esteve no local junto com outros filhos. Ainda emocionada com a perda do filho, ela desabafou: “Para muitos pode ser só uma estatística, mas pra mim sempre vai ser meu filho. A gente pede justiça não por vingança, mas não quero que outras mães sintam o que eu sinto neste momento”, disse. 

Ela também pediu que a Polícia Civil continue as investigações para que mais casos como este não se repitam. “Por um celular o meu filho foi morto. Quer dizer, que segurança temos hoje?”, questionou. 

Poeta, João Pedro estava reunindo novas poesias para um novo livro, que ele mesmo imprimia e distribuía. Nas redes sociais, o jovem mantinham uma página no Facebook chamada J. Pedro PKO, onde publicava seus trabalhos e compartilhava vídeos andando de skate pelas ruas da cidade.

Poeta, skatista e amigo
A ideia, tanto da família como dos amigos, é transformar os escritos num livro e publicar ainda neste ano. Entre os conhecidos que prestaram a homenagem, PKO foi lembrado como um jovem tranquilo, talentoso nas letras e companheiro de grandes jornadas. 

“Não tinha envolvimento com nada de errado. Tava voltando pra casa com amigos e, por um celular, perdeu a vida. Trabalhava agora num segundo livro. Era um cara muito gente boa”, lembrou Frederico Costa, 26 anos e amigo do skate. 

O lugar escolhido para a homenagem não poderia ser diferente. Era na esquina dos Correios onde ele e amigos treinavam manobras e se divertiam em cima do skate. Os skatistas também cobraram mais investimento em pistas, diálogo do poder público com os praticantes do esporte e áreas de lazer que sejam seguro para os jovens. 


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