Desfecho

Sequestrador é morto pela polícia do Rio e governador comemora ação

O homem fez 37 passageiros reféns na Ponte Rio-Niterói na manhã desta terça-feira

20 de Agosto de 2019 - 14h13 Corrigir A + A -

Agência Brasil

O porta-voz da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, coronel Mauro Fliess, confirmou que o sequestrador que fez 37 reféns no início da manhã desta terça-feira (20), em um ônibus na Ponte Rio-Niterói, foi morto por atiradores de elite.

Tiros foram ouvidos no local por volta das 9h. Pelo Twitter, a PM informou que a ocorrência foi encerrada sem vítimas entre os reféns. “O tomador de refém foi neutralizado por um atirador de precisão do #Bope [Batalhão de Operações Policiais Especiais] e todos os reféns foram libertados ilesos” postou a corporação.

O sequestro começou pouco antes das 6h e interditou a ponte nos dois sentidos. Até as 9h, o sequestrador havia liberado seis reféns. Segundo as primeiras informações, ainda não confirmadas, o sequestrador estava armado e se identificou como policial militar. A polícia disse que a arma usada por ele era um simulacro, ou seja, de brinquedo.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel elogiou o trabalho “muito técnico” feito pela Polícia Militar. “O ideal é que todos saíssem com vida, mas nós tivemos que tomar uma decisão de salvar os reféns. O que nós assistimos foi um trabalho muito técnico da Polícia Militar. Todo tempo eu fiquei monitorando para fazer o meu trabalho como governador e a Polícia Militar, usando os atiradores de elite, escolheu a melhor oportunidade para salvar os reféns. A técnica é da Polícia Militar. Nós nos mobilizamos rapidamente e tentamos evitar o transtorno para a sociedade”, disse ele no local.

Witzel chegou de helicóptero à ponte Rio-Niterói às 9h45,im e desceu da aeronave fazendo gestos de comemoração, vibrando os pulsos cerrados. Ele confirmou que o homem foi morto e identificado e que não é policial. A identidade dele não foi revelada e o corpo já foi removido para a perícia.

O presidente Jair Bolsonaro também parabenizou os policiais do Rio do Janeiro pela “ação bem-sucedida”. 


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