Doação

Santa Casa precisa de doações de sangue

Banco de Sangue depende principalmente de doações voluntárias

15 de Outubro de 2018 - 09h41 Corrigir A + A -
Todos os tipos sanguíneos são necessários para manter o estoque cheio. (Foto: Gabriel Huth - DP)

Todos os tipos sanguíneos são necessários para manter o estoque cheio. (Foto: Gabriel Huth - DP)

O Serviço de Hemoterapia da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas constantemente precisa de doações. Nos últimos meses, o número de doadores baixou. A demanda é grande, já que a instituição é responsável pelo fornecimento de sangue para o Hospital Escola HE-UFPel, Miguel Piltcher, Clinicanp, Beneficência Portuguesa, além da própria Santa Casa. O principal tipo sanguíneo requisitado é o negativo, porém todos são necessários. Durante o mês de novembro, será realizada uma campanha para comemorar Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no dia 25, e incentivar o ato.

A enfermeira Margareth Noremberg afirma que, há alguns anos, o Banco chegava a receber mil doações por mês. Hoje, o número baixou consideravelmente: são 650. Entre 30 a 50 pessoas passam por lá diariamente, mas o número ideal de doadores é 60. Os habitantes de outras cidades que vão até à Santa Casa passar por procedimentos encontram mais dificuldades, já que é difícil levar acompanhantes que doem sangue para eles. Por isso, a principal fonte é a doação voluntária. O administrador do hospital, Mario Pontes Luz, explica que a necessidade "sempre existe" e é grande, pois é preciso manter os estoques cheios.

O Banco de Sangue funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h. Para doar, é preciso apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (carteira de identidade, trabalho ou motorista) e ter entre 16 e 69 anos. Menores precisam estar acompanhados de um responsável legal. Estar descansado, alimentado (sem ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12h) e pesar no mínimo 50kg também é necessário. É realizado um procedimento de pré-triagem, para verificar os sinais vitais, e uma entrevista individual. A rotina do paciente deve ser informada, para que a vida do doador e quem recebe o sangue não seja prejudicada. Para homens, o intervalo entre as doações deve ser de 60 dias; mulheres, 90.


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