De olho na lagoa

Salinidade leva algas à orla do Laranjal

Substância preta vista na quinta-feira na praia não é prejudicial à saúde humana

14 de Janeiro de 2022 - 17h16 Corrigir A + A -
Substância escura foi vista por quem passou pela orla do Laranjal nos últimos dias (Foto: Divulgação - DP)

Substância escura foi vista por quem passou pela orla do Laranjal nos últimos dias (Foto: Divulgação - DP)

A salinidade da água da praia do Laranjal tem deixado resultados aparentes nos últimos dias. Quem frequentou a orla na quinta ou na sexta-feira se deparou com uma substância escura, semelhante a uma lama preta na beira da água. Apesar da aparência incomum, esta corresponde a um acúmulo de algas levadas ao local devido à salinidade da lagoa.

A informação foi divulgada pelo Departamento de Tratamento do Sanep, após análise biológica do material coletado. A autarquia afirma que o fenômeno ocorre anualmente e foi semelhante ao notado em março do ano passado. Este não é prejudicial à saúde humana e nem afeta a balneabilidade do local. De acordo com relatório da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), apenas o Balneário dos Prazeres não é considerado próprio para banho.

Quanto ao evento de salinização da lagoa, que causou também o aparecimento de diversas corvinas mortas no início da semana, trata-se de um processo natural e recorrente nos primeiros meses do ano. A presença dos organismos está diretamente ligada à água salgada oriunda do oceano e que entra em contato com a água doce da lagoa. A ação, inclusive, é essencial para os pescadores de camarão, favorecendo a entrada do crustáceo na lagoa.

De acordo com a Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), a limpeza da orla só poderá ser realizada quando a maré baixar e as algas ficarem na areia, o que até o momento não ocorreu.


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