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Saldo de testes na caixa d'agua de ferro é positivo

Estrutura passou por testes de carga que avaliaram as condições do reservatório, que poderá ser reativado; laudo com resultados deve sair em 15 dias úteis

03 de Dezembro de 2019 - 08h40 Corrigir A + A -
Durante testes, estrutura apresentou pequenos vazamentos, mas sem fissuras, deformidades ou colapso estrutural (Foto: Paulo Rossi - DP)

Durante testes, estrutura apresentou pequenos vazamentos, mas sem fissuras, deformidades ou colapso estrutural (Foto: Paulo Rossi - DP)

O saldo dos testes de carga realizados na caixa d'água de ferro localizada na Praça Piratinino de Almeida é considerado positivo. Durante três dias, a estrutura foi abastecida com um terço da capacidade total, de 1,5 milhão de litros, alcançada na última quinta-feira (28), e não apresentou grandes problemas. A intenção era analisar o estado atual do reservatório, construído em 1875 e reformado em 2011, que poderá ser reativado para atuar na rede de abastecimento de água no município.

"Tínhamos receio de que pudesse haver problemas estruturais, mas tudo ocorreu bem", afirma o diretor-presidente do Sanep, Alexandre Garcia. Segundo ele, o reservatório não apresentou fissuras, deformidades ou colapso estrutural, contando, somente, com pequenos vazamentos e gotejamentos em maior intensidade nos parafusos, que não requerem grandes intervenções.

Contratada pelo Sanep, ao custo de R$ 31 mil, a empresa paulista Tramec SA ficou responsável pela análise da condição da estrutura e deverá emitir um laudo em até 15 dias úteis. Nos dois primeiros dias de testes, iniciados na última terça-feira, a caixa d'agua foi abastecida com um terço da capacidade total, 500 mil litros, e passou por períodos de 12 horas de avaliação. Com a carga total, o tempo de avaliação foi de 24 horas, encerrados na noite da última sexta-feira, quando houve o início do esvaziamento do reservatório. Esta última etapa, intensificada durante o sábado, foi transcorrida sem problemas. "Houve acúmulo de água nas sarjetas, mas não causou nenhum transtorno ou prejuízo", conta Garcia.

Reativação ainda sem data

Apesar do saldo positivo dos testes, o diretor do Sanep afirma não ser possível projetar um prazo para início da reativação do reservatório, condicionada ao resultado do laudo dos testes de carga e ao cumprimento de etapas em órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com isso, Garcia explica que a partir do recebimento do documento emitido pela empresa paulista, será feito uma lista das adaptações necessárias, que será encaminhada para o Iphan. Em seguida, com uma possível autorização, haverá a abertura de licitação para que uma empresa realize as adaptações necessárias.

Reforço na área central

Na região central, o sistema de abastecimento é previsto com a utilização dos reservatórios R3 e R4, ambos reativados em 2017 e com capacidade de 2000m³, e da caixa d'agua de ferro, o R1, com capacidade de 1500m³. Com os três em funcionamento, o abastecimento deve melhorar, principalmente, em horários de grande utilização da rede, como no início e final da tarde, quando o consumo é maior que a capacidade produzida pelas estações de tratamento. "Nesses momentos os reservatórios são acionados, além de funcionarem como um limitador de pressão da água", conta.

Relembre

A caixa d'agua de ferro foi construída em 1875, após ser importada da Escócia, pela Hydráulica Pelotense. Em 1984, a estrutura recebeu o tombamento pelo Iphan e foi desativada em 2006. Em 2011, foi concluída uma reforma no reservatório, que recebeu trabalhos de restauração, impermeabilização e recuperação de ferro degradado.


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