Romaria de Guadalupe leva milhares ao Santuário da Cascata

Fiéis de toda a região celebraram a fé e a crença naquela que é considerada a padroeira da América Latina

20 de Outubro de 2019 - 21h38 Corrigir A + A -
Milhares de fiéis foram até o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cascata.  (Foto: Paulo Rossi - DP)

Milhares de fiéis foram até o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cascata. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Com ramos de flores nas mãos, com crucifixos enrolados nas mãos, com os olhos fechados e mãos para cima. A fé em Nossa Senhora de Guadalupe levou milhares de fiéis ao Santuário da Cascata, na zona rural de Pelotas, na manhã deste domingo. Em procissão, a pé ou em excursões, os gramados em frente ao santuário se transformaram em um mar de gente, oriunda de toda a região sul. Esta foi a 34ª edição da Romaria de Guadalupe. 

O tema deste ano, “com Maria, no caminho da missão, a serviço da vida” foi destacado em uma faixa, fixada no topo do altar onde se posicionaram o arcebispo da Arquidiocese de Pelotas, Dom Jacinto Bergmann, e os bispos da Diocese de Rio Grande, Dom José Mário Stroeher, e o bispo da Diocese de Bagé, Cleonir Paulo Dalbosco. 

No caminho até Guadalupe, diversos fiéis eram vistos caminhando na beira da rodovia BR-392. Viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) organizaram o trânsito no local, que contou com grande movimento de carros e ônibus de excursões. 

Para pedir e agradecer
Entre os fiéis, o símbolo de Nossa Senhora de Guadalupe é afirmar a importância da fé na vida das pessoas. Se no ano passado não foi possível estar presente, este ano Divanete Borges, 46, e moradora de Canguçu, estava lá para pedir e agradecer, comentou. 

“Se o povo não tiver fé, está perdido”, disse. Com trabalhos numa pastoral focada em ações na saúde em Canguçu, Divanete se diz testemunha da força da fé, seja pela cura ou pelo conforto transmitido nos momentos de dificuldade. “A gente precisa estar unido e a fé move pessoas - isso ajuda muito”, complementou

Moradora de Pelotas, Ledi Faria, de 66 anos, saiu cedo de casa. A primeira parada foi na Cascata, onde iniciou a caminhada com filhas, irmãs, cunhadas e outros familiares. Para chegar até o Santuário foram duas horas de caminhadas e orações. 

A ida à Romaria serviu tanto para pedir como para agradecer. “Eu vim para agradecer. Felizmente muitas coisas tem dado certo e é preciso agradecer. O único pedido é ter saúde para no ano que vem estar aqui novamente”, comentou. 

Outro fator importante da festa, ponderou Ledi, é trazer a importância da fé na vida de quem acredita. “Nosso mundo está muito descrente. Precisamos ter mais amor”, indicou a idosa. 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados