Suspeita

Rio Grande do Sul tem caso suspeito de coronavírus

Homem que reside a 1,5 mil quilômetros de Wuhan, cidade onde se iniciou a propagação do coronavírus, procurou uma UPA em São Leopoldo após apresentar quadro de febre

28 de Janeiro de 2020 - 17h55 Corrigir A + A -
Homem buscou atendimento na UPA do bairro Scharlau (Foto: Reprodução)

Homem buscou atendimento na UPA do bairro Scharlau (Foto: Reprodução)

*Com informações do governo do Estado

Um homem que reside na China e está há poucos dias em São Leopoldo, no Vale dos Sinos, está sendo monitorado pela Secretaria de Saúde do município desde a manhã desta terça-feira (28). Ele buscou atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Scharlau por apresentar quadro febril. Após avaliação, ele foi liberado. A informação é do Jornal NH.

O homem, que não teve o nome e a idade revelados, mora em Kunming, na província de Yunnan, onde 44 casos foram confirmados. A localidade fica a cerca de 1,5 mil quilômetros de Wuhan, onde se iniciou a propagação do coronavírus. O Centro de Vigilância em Saúde do Estado já foi avisado sobre a situação, conforme disse ao Jornal NH o secretário de Saúde de São Leopoldo, Ricardo Charão. O secretário garante que o atendimento seguiu o protocolo brasileiro de prevenção de um possível contágio. O homem entrou por uma porta separada e permaneceu em isolamento. Os funcionários que o atenderam utilizaram máscaras.

De acordo com o último alerta emitido pela Organização Mundial de Saúde, quase três mil casos de coronavírus foram confirmados e todo o território chinês passou a ser área de transmissão ativa da doença.

Rio Grande do Sul reforça monitoramento

A Secretaria da Saúde (SES) está em alerta para o fato de que foi ampliada a área de transmissão do coronavírus. A partir desta terça-feira, estão redobradas as atenções para pessoas que estiveram em qualquer região da China nos últimos 14 dias e que, no retorno ao Brasil, apresentem febre e algum outro sintoma respiratório (tosse ou dificuldade para respirar), como o quadro do homem de São Leopoldo. Até então, esse recorte geográfico estava delimitado a duas províncias do país asiático. A nova orientação foi dada pelo Ministério da Saúde nesta terça pela manhã e vale para os casos notificados a partir de então.

O controle sobre a entrada de pessoas por portos e aeroportos do país é de responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A SES, por intermédio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), trabalha em conjunto com a agência para monitorar a entrada de pessoas vindas da China. Quem chegar do país asiático e apresentar os sintomas descritos (febre e dificuldade respiratória) deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.

A orientação aos serviços de saúde é que esses pacientes sejam imediatamente isolados e tratados de acordo com a gravidade do quadro clínico. Para os casos suspeitos, é recomendado que o paciente use máscara cirúrgica logo no início e seja mantido em quarto privativo. Os profissionais têm que adotar medidas de precaução padrão. Casos graves devem ser encaminhados para um hospital de referência, e os leves, acompanhados pela atenção básica em saúde com a recomendação de isolamento domiciliar.

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas já foi identificada a disseminação de pessoa para pessoa. O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção. Ainda não está claro com que facilidade o vírus se espalha de pessoa para pessoa. Apesar disso, a transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas (como gotículas de saliva, espirro ou tosse).


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