Comunicação

Rádios no aguardo da Frequência Modulada

Migração das emissoras AM para FM deverá ocorrer esse ano, dentro dos próximos seis meses

15 de Janeiro de 2020 - 09h41 Corrigir A + A -
Expectativa: Tupanci, após a mudança, deve compartilhar a programação (Foto: Paulo Rossi - DP)

Expectativa: Tupanci, após a mudança, deve compartilhar a programação (Foto: Paulo Rossi - DP)

“Estamos vivendo um período de maturação para esperar o novo modelo”, diz o diretor da rádio Tupanci, Jorge Malhão (Foto: Paulo Rossi - DP)

“Estamos vivendo um período de maturação para esperar o novo modelo”, diz o diretor da rádio Tupanci, Jorge Malhão (Foto: Paulo Rossi - DP)

Está cada vez mais perto de ocorrer a migração das rádios de faixa AM para modulação FM em Pelotas. As rádios Tupanci e Universidade já encaminharam a documentação para realizar a mudança do sinal, entretanto a Pelotense decidiu por não realizar a transição. A meta do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTic) é finalizar as migrações esse ano, e, segundo os radiodifusores, a finalização do processo deverá ocorrer até julho.

Na Tupanci, o clima é de ansiedade pelas mudanças. De acordo com o diretor da emissora, Jorge Malhão, o processo de migração já está na fase final e deve ser efetivado entre três e seis meses. Malhão também dirige a rádio São Lourenço, localizada em São Lourenço do Sul. Segundo ele, o propósito pós-migração é compartilhar a programação das rádios, de modo que sempre contemple os dois municípios. “Estamos vivendo um período de maturação para esperar o novo modelo”, completou. Malhão explica que alguns programas serão produzidos aqui e outros em São Lourenço, enquanto isso é elaborado, a grade de programação está se reformulando através da substituição de alguns e da criação de outros.

A transição exige algumas mudanças, como a compra de equipamentos pontuais. Mas Malhão garante que existem recursos financeiros próprios para arcar com as despesas. “Tudo que é necessário para a migração nós temos, como o envio da solicitação no prazo e os compromissos financeiros em dia”, ressaltou. Ele espera que o novo desafio venha cheio de benefícios, como qualidade de som melhor, sendo capaz de diminuir as interferências.

Na emissora da Universidade Católica de Pelotas (RU/ UCPel), as expectativas também são positivas. Em conversa com o radialista Paulo Gastal, ele informa que, de acordo com as últimas informações do MCTic, nos próximos três meses o processo de migração estará pronto. O jornalista está acompanhando a transição de perto, junto com o diretor-geral padre Marcus Bicalho e o diretor de programação Daniel Kurz. Com a migração, Gastal afirma que ocorrerão ganhos na qualidade do som, mas em compensação perderá na abrangência. “Mas podemos solicitar um aumento de frequência posteriormente”, explicou.

A rádio Cultura está sem programação na faixa AM, somente pela internet. Para o diretor-geral da emissora, Leandro Rodrigues, o meio digital é o local que mais cresce, tanto em número de adeptos como em conteúdo. Além disso, a rádio aposta em podcasts e redes sociais. Sobre a migração, Rodrigues informa que ainda é necessário colocar documentos em ordem para seguir com o processo.

Na região

Em Canguçu, a rádio Liberdade também deverá migrar em breve. O diretor Sebastião Ribeiro conta que aguarda pelo parecer do Conselho de Segurança Nacional, visto que que esse documento é necessário pelo fato de o município ser considerado faixa de fronteira. “Está tudo encaminhado, inclusive projeto técnico e o novo local”, completou. Ribeiro adianta que a nova frequência será 98,3 e a expectativa é que até junho, quando a emissora completará 64 anos, todas as mudanças já estejam efetivadas.


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