Reconhecimento

Projeto de professora da 5ª CRE ganha destaque nacional

Iniciativa volta-se à aprendizagem ativa de Steam e a integração de conhecimentos dos alunos

26 de Setembro de 2020 - 09h44 Corrigir A + A -
Simone Nunes defende a pré-iniciação científica desde o Ensino Fundamental (Foto: Jô Folha - DP)

Simone Nunes defende a pré-iniciação científica desde o Ensino Fundamental (Foto: Jô Folha - DP)

Um edital promovido pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil selecionou projetos voltados para a área da educação. Uma das propostas escolhidas foi da coordenadora do Núcleo de Tecnologia Educacional da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE), professora Simone Nunes, que trouxe ações voltadas para a aprendizagem ativa de Steam (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e busca estimular os alunos às práticas extracurriculares e incentivá-los desde cedo a projetos de iniciação científica.

O trabalho foi desenvolvido em parceria com o professor Wagner Mendonça Camargo, da 27ª Coordenadoria Regional de Educação, em Canoas. Em 2019, foi aberto edital para um gestor e um professor de cada Estado participarem do TechCamp da Universidade de São Paulo (USP), por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico. O objetivo era apoiar projetos de implantação e disseminação de novas ações voltadas à aprendizagem ativa de Steam nas redes públicas de educação básica do Brasil.

“Elaboramos a proposta dentro das metodologias ativas para formular práticas inovadoras. O professor precisa inserir dentro dos componentes curriculares métodos que abram espaço para projetos de pré-iniciação científica, já desde o Ensino Fundamental”, explicou Simone.

O projeto apresentado pelo edital tinha como base trabalhos já realizados com os professores da rede pública. Após a seleção, Simone ficou uma semana em imersão para se inserir no contexto do movimento Steam. A partir desta abordagem, foram desenvolvidas situações e projetos que possam colaborar para assimilação, crescimento e adesão a esta metodologia. “Queremos instigar nos alunos o interesse pelas atividades extracurriculares, para que possam conhecer estas novas aprendizagens”, contou.

E o melhor: na última segunda-feira, foi lançado um novo edital e a proposta foi novamente aprovada. Esta segunda seleção tinha como objetivo fomentar as práticas assimiladas durante o período de imersão. “Vamos fazer duas modalidades em mídias digitais e programação. Propor rodas de conversas, inclusive com pessoas que participaram do projeto em São Paulo para que possamos criar mais repertório para esta implantação nas nossas escolas”, destacou Simone.

A proposta da 5ª CRE defende que os alunos já iniciem projetos de pré-iniciação científica através destas rodas de conversa. Na sequência, eles vão elaborar os projetos e será realizada uma seleção e uma premiação. O edital permite que se faça incentivo para que as escolas, através dos alunos, sejam disseminadoras de material.


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