Doação

Programação marca o Dia Nacional do Doador de Sangue

Atividades musicais e artísticas buscam homenagear aqueles que, através de um gesto, podem salvar até quatro vidas

25 de Novembro de 2021 - 10h31 Corrigir A + A -

Por: Vitória Leitzke
vitoria@diariopopular.com.br

Doação salva vidas (Foto: Jô Folha - DP)

Doação salva vidas (Foto: Jô Folha - DP)

Para comemorar o Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado nesta quinta-feira, o Hemocentro Regional de Pelotas (Hemopel) contará com uma programação especial para homenagear aqueles que, através de um gesto rápido e simples, salvam a vida de até quatro pessoas. Com apresentações musicais e artísticas, a ação busca atrair a população ao banco de sangue, que está com o estoque baixo, ao contrário da demanda.

"O sangue ainda não pode ser fabricado, então nós precisamos sim da solidariedade, da responsabilidade de todos para com todos. É um dia de enfatizar o agradecimento, mas um agradecimento que nós, do Hemocentro e de toda rede do sangue, temos diariamente em prol de todos os usuários do [Sistema Único de Saúde] SUS e de mais pacientes que fazem o uso deste sangue, que é fonte de vida", analisa a diretora do Hemopel, Gisele Pinto.

A assistente social do local, Márcia Lages, explica que, assim como diversos setores da sociedade, os bancos de sangue ainda sofrem com as consequências da pandemia. Ela explica que poucos doadores estão indo até o local, mesmo com todo compromisso com os protocolos sanitários adotados pela equipe. "A gente tem que estar sempre fazendo ações, montando grupos de outros municípios para conseguir o aumento do nosso estoque para atender a demanda", afirma Márcia, sobre a atual logística do Hemocentro para evitar o desabastecimento dos três hospitais de Pelotas atendidos - Beneficência Portuguesa, Pronto Socorro e São Francisco de Paula -, além das instituições hospitalares dos outros 23 municípios das regiões Sul e da Campanha.

"[O estoque] está em torno de 70% abaixo do normal, nós precisamos de todos os tipos de sangue, mas temos aqueles que estão sempre em estado crítico, que são os negativos. A doação é muito importante, porque quem necessita de sangue depende somente de um doador para poder realizar seus procedimentos", comenta Márcia.

Confira a programação para celebrar a data

9h às 10h - Banda da Brigada Militar
10h às 12h - Tholl
14h às 15h30min - cantor Gabriel Oliveira
15h30min às 16h - apresentação de dança Arteria Espaço e Arte
16h às 17h - cantor Flavio - Arteria Espaço e Arte

Requisitos básicos para doar sangue

Márcia ressalta que aqueles que tiverem interesse em doar sangue precisam estar atentos às exigências básicas para a realização. São elas: ter entre 16 e 69 anos (menores de idade doam apenas com autorização de pais ou responsáveis legais e idosos apenas se já realizaram uma doação até os 60), estar bem alimentado, ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e não ter fumado na hora que antecede o ato. O doador que teve Covid só pode doar 30 dias após estar curado e quem tomou recentemente a imunização para a doença deve respeitar o prazo de cada fabricante. "A CoronaVac deve esperar 48 horas após ter tomado a vacina, já AstraZeneca, Pfizer e Janssen são sete dias após", informa a assistente social.

"A doação de sangue é um gesto solidário, uma pequena quantidade de sangue pode salvar a vida de pessoas que são submetidas a tratamentos e intervenções médicas de grande porte, como transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias", explica a assistente social.

Uma prática de muitos anos

Com a carteirinha de doadora em mãos, Eliane Santana conta, com muito orgulho, que a doação de sangue está presente em sua vida há mais de 15 anos e destaca o quanto se sente bem a cada ida ao banco de sangue. Ela começou a doar quando um amigo precisou de sangue e, desde então, o ato virou rotina. "É maravilhoso, é uma coisa que não tem o que a gente possa falar. Eu poder compartilhar um pouquinho com aquele que não tem, que necessita, é muito importante", conta a doméstica, que também é doadora de medula.

"Às vezes eu esquecia e elas me ligavam, dizendo que estavam precisando. Então comecei a doar frequentemente e hoje eu me sinto muito bem. Doei todo tempo da pandemia e aconselho qualquer pessoa a ser uma doadora porque a gente sabe que ajuda a salvar vidas sem saber quem a gente está salvando", compartilha.

Assim como Eliane, o vigilante Paulo Macedo tem o hábito da doação há 22 dos seus 54 anos de vida. Ele conta que a mãe precisava passar por uma operação e necessitava de doadores para a realização da cirurgia. "Ela tinha muita hemorragia e naquele tempo as pessoas tinham medo de doar sangue, então não tinha ninguém e pensei 'vou ter que ir lá'", relata.

"Para aquelas pessoas que ainda não doaram sangue e querem doar, eu digo: 'vão, façam a doação, é um gesto nobre onde você ajuda quatro pessoas'. E tenho certeza que a pessoa vai se sentir bem e leve. Doar sangue é um ato de amor a si mesmo, pois está se cuidando e, além disso, está fazendo com que a outra pessoa que está recebendo o teu sangue receba vida", enfatiza Macedo.


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