Agricultura

Programa Sentinela percorre mais de 1,2 mil quilômetros na região de fronteira

A maior parte foi em estradas vicinais de chão batido com recolhimento de 40 bovinos, todos devolvidos às propriedades rurais de seus proprietários, além da realização de cinco barreiras fixas e 11 volantes

05 de Julho de 2020 - 15h45 Corrigir A + A -
Piloto do Programa Sentinela reuniu equipes da Seapdr e da BM no marco de fronteira Brasil-Uruguai, em Aceguá. (Foto: Francisco Lopes - Seapdr)

Piloto do Programa Sentinela reuniu equipes da Seapdr e da BM no marco de fronteira Brasil-Uruguai, em Aceguá. (Foto: Francisco Lopes - Seapdr)

Programa cobre 1,2 mil quilômetros, envolvendo 59 municípios nas fronteiras com Uruguai e Argentina.

Programa cobre 1,2 mil quilômetros, envolvendo 59 municípios nas fronteiras com Uruguai e Argentina.

Mais de 1,2 mil quilômetros percorridos na região de fronteira – a maior parte em estradas vicinais de chão batido –, atividades de educação sanitária com mais de cem produtores concomitantes às atividades de fiscalização, recolhimento de 40 bovinos em estradas vicinais (todos devolvidos às propriedades rurais de seus proprietários), cinco barreiras fixas e 11 volantes, fiscalização e contagem de rebanho em duas propriedades de alta movimentação. Este é o balanço do piloto do Programa Sentinela, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), realizado entre os dias 17 e 24 de junho, nos dez municípios localizados entre Chuí e Dom Pedrito.

"O projeto piloto foi um sucesso. Agora vamos ampliar para fortalecer a fiscalização em toda a fronteira com Argentina e Uruguai. Manteremos os critérios técnicos e, assim, garantiremos maior segurança no campo e para os nossos pecuaristas", afirma o secretário Covatti Filho.

As equipes da secretaria envolvidas na operação totalizaram quatro médicos veterinários, dois técnicos agrícolas e dois motoristas e tiveram colaboração de duas equipes da Brigada Militar. A corporação dá apoio de segurança às atividades, com o suporte do Programa Vigia, Operação Hórus.

“Entendemos que o piloto do programa provou que a idealização do Sentinela foi bem construída. Apenas algumas pequenas correções de materiais e procedimentos serão realizadas. Em um panorama geral, tudo aconteceu dentro do previsto e foi possível realizar uma grande ação com repercussão muito positiva na região”, afirma o coordenador do programa, Francisco Lopes.

Conforme estipulado no escopo do programa, as atividades de barreiras fixas, barreiras volantes, fiscalização de propriedades, recolhimento de animais criados nas faixas de domínio “gado de corredor” e atividades de educação sanitária ocorreram nos municípios de Jaguarão, Pinheiro Machado, Bagé, Dom Pedrito e Aceguá. Neste último, foi registrada a maior concentração de animais na faixa de domínio: 241 bovinos, 77 equinos e 68 ovinos.

A implantação efetiva do programa começa no dia 8 de julho, nos quatro blocos (Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja e Santa Rosa), contando com 12 equipes que fortalecerão a fiscalização dos 1,2 mil quilômetros de fronteira com o Uruguai e a Argentina, uma das exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para mudar o status sanitário do Estado.

O Programa Sentinela tem área de abrangência de 1,2 mil quilômetros, envolvendo 59 municípios nas fronteiras com Uruguai e Argentina, com 64.842 propriedades rurais e rebanho de 4,4 milhões de cabeças. A metodologia de trabalho prevê a distribuição das equipes e o gerenciamento das atividades em quatro blocos: Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja e Santa Rosa. Ele é fruto da integração entre os órgãos e instituições de defesa, segurança e sanidade agropecuária em prol de ações para mitigação de risco sanitário e combate ao abigeato.

Texto: Ascom Seapdr


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