Excelência

Profissionais do DP recebem destaque no Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo

Dupla recebeu menção honrosa em um dos concursos jornalísticos mais prestigiados do país

07 de Dezembro de 2019 - 22h30 Corrigir A + A -

pr003419

Registros da ação da Brigada Militar contra estudantes próximo ao Centro de Artes da UFPel foi destacado (Foto: Paulo Rossi - DP)

O repórter-fotográfico do Diário Popular Paulo Rossi foi um dos premiados no 36° Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Com uma sequência de imagens que registrou uma ação polêmica da Brigada Militar (BM), o fotógrafo garantiu uma menção honrosa. Estagiária do Jornal há um ano, a acadêmica de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Júlia Müller, juntamente com a colega de aula Luma Costa, também foi reconhecida com menção honrosa na categoria acadêmica.

A fotografia surgiu durante um momento de lazer. Rossi estava nas proximidades de uma festa ao ar livre, organizada por estudantes do Centro de Artes da UFPel, quando a confusão se iniciou. Como de costume foi verificar, mas a câmera profissional não estava no punho, então o celular serviu para registrar a história. O momento estava sendo marcado por jovens que cantavam e dançavam no ambiente mais democrático que existe: a rua. Por isso, a foto foi batizada com uma canção de Belchior que diz "Enquanto houver corpo, tempo, espaço e algum modo de dizer não, eu canto". A ele, não cabia o julgamento, mas o registro de uma ação que teve como cenário agressões físicas e verbais.

De acordo com repórter-fotográfico, é uma honra estar - pela terceira vez - entre os premiados de um concurso tão importante para os profissionais da comunicação no país. Rossi destaca que o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo reconhece o valor social da profissão, motivo que foi fundamental na hora de escolher a carreira. "Estamos sempre trabalhando para alguém, com a missão de denunciar, mostrar, registrar...", frisou. O reconhecimento deixa o profissional feliz, mas ele garante que muito mais que algo pessoal, o registro é para a sociedade.

O fato foi registrado através da câmera do celular do fotógrafo, e isso serviu para comprovar o que ele sempre defende: não importa a tecnologia e o equipamento, o que importa é contar a história. Atualmente, é através de fotos e vídeos que cidadãos e jornalistas estão conseguindo contar e denunciar uma série de acontecimentos que ferem os direitos humanos. "É minha obrigação registrar", afirmou.

Único trabalho de universidade pública

O trabalho premiado das acadêmicas Júlia e Luma recebeu o título Rua é substantivo feminino: as dificuldades de uma mulher desabrigada. A dupla teve a oportunidade de contar as histórias de mulheres que têm as calçadas e ruas do centro de Pelotas como casa. As estudantes são as únicas da categoria que estão matriculadas em uma universidade pública. Para elas, a menção honrosa é reflexo dos aprendizados oportunizados pela UFPel.

A ideia da pauta veio por acreditar que mulheres em situação de rua estão mais vulneráveis em comparação aos homens. "São histórias como essas que o Jornalismo precisa mostrar", acredita Júlia. O assunto Direitos Humanos, apesar de muito falado ainda é pouco aprofundado, e isso torna o prêmio ainda mais simbólico para as jornalistas que estão no início da carreira. A premiação não faz com que a história dessas mulheres seja resolvida, mas faz com que elas sejam vistas. "E as pessoas precisam conhecer para tentar mudar essa realidade", completou Júlia.

O prêmio

O Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo é promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS). O objetivo é estimular o trabalho dos profissionais do Jornalismo na denúncia das violações e na vigilância ao respeito dos Direitos Humanos.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados